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Clipping

01/03/2013 às 10:57

20% vão pra globo

Escrito por: Paulo Henrique Amorim
Fonte: Conversa Aviada

20% VÃO PRA GLOBO O Governo renuncia a impostos para pagar o salário do Ataulfo Merval e da Urubóloga. Pode?

A Presidenta Dilma sancionou em dezembro o benefício de R$ 50 mensais a trabalhadores que ganhem até cinco salários mínimos e trabalhem em empresas que aderirem ao programa chamado “Vale Cultura”.

Dos R$ 50, R$ 45 serão financiados pelo contribuinte, através de renúncia fiscal.

Os outros R$ 5, pelo trabalhador ou sua empresa.

 

Que beleza !, dirão os filhos do Roberto Marinho, aqueles que não têm nome próprio e que vivem num Brasil em permanente choque com o Brasil do Ademar.

E por que estarão eles tão felizes ?

Porque, segundo consta, o trabalhador poderá usar o Vale para assinar tevê paga, a cabo.

Para ver filme americano, séries americanas e documentários americanos.

E produtos made in Globo.

A Globo, quer dizer, a Globosat – dizem amigos navegantes de empresas americanos no cabo brasileiro – cobra valores abusivos por conteúdo, ou seja, produtos que são obrigadas a comprar da Globo, por contrato leonino.

Valores que não se cobram em lugar nenhum do mundo (civilizado).

No Brasil, como se sabe, está por fundar-se uma instituição que se poderia chamar de CADE.

Esses amigos navegantes calculam que dos R$ 45 a que o Governo Federal renunciar no Vale Cultura, por baixo, 20% serão destinados ao bolso dos filhos do Roberto Marinho.

Quer dizer, eu, você, amigo navegante, e a torcida do Fluminense a pingar dinheiro no cofrinho dos filhos do Roberto Marinho, para pagar o salário do Ataulfo Merval (*) e da Urubóloga.

Não terá sido por isso que o então ministro Juca Ferreira e a valente deputada do PCdoB do Rio, Jandira Feghali lutaram para conseguir que o trabalhador tivesse acesso à Cultura.

Para reforçar o caixa da empresa que lidera o Golpe.

Viva o Brasil (da Globo) !

E, não, o Brasil do Ademar …

 

 


Paulo Henrique Amorim


(*) Até agora, Ataulfo de Paiva era o mais medíocre dos imortais da história da Academia Brasileira de Letras. Tão mediocre, que, ao assumir, o sucessor, José Lins do Rego, rompeu a tradição e, em lugar de exaltar as virtudes do morto, espinafrou sua notoria mediocridade.