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Clipping

05/08/2013 às 10:50

A emoção e beleza do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros

Escrito por: Marcello Dantas
Fonte: Jornal Opção

As impressões e os detalhes culturais (além da beleza natural) são tão ricos que, em resumo, só indo pessoalmente ao evento, à vila de São Jorge e ao parque para saber do que estou falando

O 13º Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros acabou no último dia 27 de julho. Passou pela vila de São Jorge, distante a 35 km de Alto Paraíso, e movimentou a economia do pacato vilarejo. Quem compareceu, pôde colocar em dia o contato com a cultura regional brasileira. Ao passo que, se não tivesse interessado em conferir a programação do evento, o visitante poderia escolher por quais trilhas percorrer para apreciar a fauna e flora do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

Opções não faltam: o Vale da Lua, cachoeiras como a do salto do rio Raizama, Carioquinhas, Morada do Sol, Almécegas, o salto do Rio Preto, entre outros.

Mas além do banho cultural proporcionado pelos artistas e pelas geladas águas do Cerrado, outras situações podem ser conferidas e gravadas na cabeça e no cartão de memória das inúmeras câmeras fotográficas das pessoas que foram até a vila.

Um exemplo é a do turista que conversava com um amigo em uma das ruas empoeiradas da vila quando, escorado em sua bicicleta, teve os pés molhados por um abusado cão que urinou em seus pés. Talvez, tenha sido confundido por um poste de luz ou simplesmente cachorro queria marcar território. Ou então a de uma minoria de turistas que resolveu dançar sem as roupas no centro de São Jorge.

As situações turbinam o espírito de liberdade, característico do lugar, e se tornam causos e histórias que enriquecem São Jorge, simples pelas vias que não têm asfalto ou rica pela proximidade de contato que proporciona entre pessoas de diferentes nacionalidades.

Passaram pelos oito dias do Encontro de Culturas 11 etnias indígenas, 38 grupos tradicionais e artistas populares, como grupos de folia de reis, catireiros e violeiros, quilombolas, capoeiristas e benzedeiras. O evento contou com mostra de cinema, a 12ª Aldeia Multiétnica, 3ª Conferência Nacional de Cultura e o Encontro Regional da Rede Cerrado.

Apresentações que se destacaram foram a da Turma que Faz, composto em sua maior parte por crianças e jovens de Alto Paraíso e liderados por Doroty Marques; os brasilienses do Boi de Seu Teodoro (à esquerda) e o Tambor de Crioula; Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro; Tambores do Tocantins. O violeiro Noel Andrade, de São Paulo; o pernambucano Lenine, que iniciou seu show homenageando o mestre Dominguinhos; além dos músicos do Los Cojolites, da contadora de histórias Marcela Romero e da banda Makina Kandela, do Chile, que enriqueceram a festa.

Entre os dias 18 e 27 de julho foi possível ver belezas em forma de música, dança, sons, cores, expressões faciais ou então nas coloridas danças e rituais protagonizadas pelas tribos indígenas Yawakpiti, Krahô, Mebêgôkre (ou Kaiapó), os Fulni-ô e os Innu, do Quebec, no Canadá.

As impressões, os detalhes e sentimentos (além da beleza) proporcionados pelo banho cultural e de natureza são tão ricos que, em resumo, só indo pessoalmente ao Encontre de Culturas, à vila de São Jorge e ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros para conferir o que tento transmitir por meio deste texto e ensaio fotográfico.

Imagens: http://www.jornalopcao.com.br/posts/ultimas-noticias/a-emocao-e-beleza-do-encontro-de-culturas-tradicionais-da-chapada-dos-veadeiros