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Clipping

10/12/2013 às 09:32

A nova fronteira da Lenovo

Escrito por: Redação
Fonte: ABINEE

Depois de tirar da Positivo Informática a liderança no mercado brasileiro de PCs no terceiro trimestre deste ano, a Lenovo vai reforçar seu portfólio de tablets e smartphones em 2014 para tentar avançar nestes segmentos. A multinacional chinesa se prepara para iniciar no primeiro semestre de 2014 a produção no Brasil de smartphones e tablets com a marca Lenovo, em Itu (SP). A companhia também negocia com uma operadora brasileira parceria para lançamento de novos produtos - tanto no segmento de telecomunicações como de informática - no próximo ano

"Vamos complementar o portfólio de tablets e smartphones da CCE com alguns produtos da Lenovo que vendem bem lá fora", adianta Richard Gurney, diretor de Operações da Lenovo no Brasil, citando a empresa brasileira adquirida no ano passado. A Lenovo testa no país a aceitação comercial do Yoga, um notebook que se converte em tablet de acordo com a necessidade do usuário. O objetivo é ter no país um leque de produtos que inclua desde os dispositivos mais econômicos, de entrada, até os mais sofisticados, para concorrer com Apple e Samsung, explica Gurney.

A estratégia para 2014 calcada em smartphones e tablets é reflexo da demanda aquecida por estes produtos. No Brasil, as vendas de smartphones saltaram 147% no terceiro trimestre, contra o mesmo período do ano anterior. Já os tablets devem fechar o ano na casa de 7,9 milhões de unidades vendidas, um aumento de 142% em relação a 2012, segundo projeções da consultoria IDC. A maior parte das vendas se concentra na faixa de preço mais econômica. "No terceiro trimestre deste ano, os tablets até R$ 500 foram responsáveis por 63% das vendas", diz Pedro Hagge, analista de mercado do IDC.

A compra da CCE foi estratégica para que a Lenovo chegasse ao primeiro lugar no ranking nacional de computadores. "Antes, estávamos no sétimo, oitavo lugar no mercado brasileiro", recorda Gurney. A surpresa ficou por conta das vendas de desktops (computadores de mesa), que superaram as expectativas da Lenovo, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. "A nova classe média não quer só máquinas de lavar, geladeiras. Também estão querendo TVs de led, um notebook para acessar a internet. Como compramos a CCE, tínhamos um portfólio de produtos com posicionamento para ter vantagem nesse mercado", justifica o diretor de Operações.

Apesar da demanda da classe C por computadores, as vendas tanto de notebooks como de desktops tiveram retração de 15% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2012. "Foi o quinto trimestre consecutivo de queda nas vendas", informa Hagge, do IDC. Analisadas separadamente, as vendas de desktops encolheram 14% no período e as de notebooks, 15,7%.

Os números negativos estão longe de afastar a Lenovo do mercado de computadores de mesa. "Não temos um plano de deixar de produzir desktops. Sabemos que sempre existirá um produto de entrada que o consumidor de classe média vai procurar como seu primeiro contato com a informática", resume o executivo da Lenovo.