Receba no seu e-mail

Voltar

Clipping

25/05/2016 às 16:29

Após áudio de Jucá, 'Libération' fala em conspiração para tirar Dilma do poder

Escrito por: Redação
Fonte: Portal Imprensa

Jornais da França repercutiram os áudios onde o senador Romero Jucá (PMDB) defende a mudança de governo como saída para frear a operação Lava Jato. O Libération focou na suposta conspiração para tirar Dilma Rousseff do poder, enquanto o Les Echos deu ênfase nas consequências dos diálogos para a gestão interina.
 
Segundo a Folha de S.Paulo, o correspondente do Libération no Brasil, Chantal Reyes, escreveu que “em um país em recessão, a revolta popular foi instrumentalizada por políticos corrompidos” e que agora sabe-se que as motivações para destituir a presidente afastada “não tinham nada de nobres”.
 
O veículo ainda disse que as conversas trazem o PSDB para dentro do escândalo e que o Supremo Tribunal Federal (STF) concordava que a troca do presidente da República diminuiria a pressão popular sobre a Lava Jato.
 
O impresso também não deixou o PT de fora e lembrou que o partido fez pressão para que Dilma interferisse nas investigações. A publicação diz que “dificilmente a presidente vai recuperar seu cargo” e que o caso “deixa evidente a deterioração de toda classe política” brasileira.
 
Já o correspondente do Les Echos, Thierry Ogier escreveu que Jucá era peça central nas negociações com o Congresso Nacional. Ele também abordou o anúncio de Michel Temer sobre as primeiras medidas econômicas do governo interino.
 
“Um dia após a saída de Romero Jucá do ministério do Planejamento, e apesar do clima de escândalo político que paira sobre Brasília, o governo lançou as bases de sua política econômica para restaurar a confiança e retomar o caminho do crescimento”.
 
O jornal ainda diz que a principal orientação de Temer é a disciplina orçamentária, com limitação do déficit público e menos poder para o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). Segundo a publicação, a instituição financeira é responsável por créditos subsidiados que agravaram o endividamento do país nos últimos anos.