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Clipping

11/10/2009 às 02:37

Argentina quebra monopólio da informação

Escrito por: Redação*
Fonte: Correio do Brasil

O placar foi favorável a Cristina KirchnerPresidente argentina, Cristina Kirchner conseguiu neste sábado a aprovação de uma lei no Senado que quebra o monopólio das comunicações naquele país. A lei sobre radiodifusão foi aprovada sem mudanças por uma ampla maioria, 44 votos favoráveis e 24 contra, após uma maratona de debates de mais de 19 horas, que mostrou a batalha feroz entre o atual governo e os grandes grupos de mídia do país, entre eles o Clarín, o maior da Argentina.

A iniciativa, que já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados, ampliou o enfrentamento de Cristina com as grandes empresas de comunicação privadas que – a exemplo do Brasil – controlam praticamente toda a produção jornalística e de entretenimento argentina. A lei, segundo a Presidência, pretende reduzir a concentração no setor, outorgando frequências a novos participantes e obrigando grandes empresas jornalísticas a abrir mão de veículos.

O coordenador do Comitê Nacional de Radiodifusão, Gabriel Mariotto, comemorou a aprovação da Lei.

– Esse era o momento de se encerrar com a legislação da ditadura. Por sorte, tivemos um Poder Executivo e uma presidente que conseguiram articular a lei da democracia – afirmou, referindo-se ao cenário legal em vigor no país.

Mariotto considerou o debate entre os senadores "profundo" e capaz de indicar o caminho democrático pelo qual o setor passará a trilhar doravante.

– Foi bom ter acontecido o debate e o posicionamento da minoria, o que mostrou o contraste entre um projeto e outro – afirmou.

Já a analista política Graciela Romer disse às agências de notícias que a lei não ajudará muito a melhorar a imagem de Cristina.

– Este é um governo com sérios problemas de apoio. Este assunto não é prioridade para os argentinos, que estão preocupados com o desemprego, a violência crescente e a inflação – disse.

Com a medida, grupos de mídia devem ter de vender algumas de suas empresas, mas se espera que recorram à Justiça antes disso.

*Com agências internacionais - de Buenos Aires