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Clipping

17/01/2014 às 15:01

As cinco principais mudanças na espionagem dos EUA

Escrito por: Redação
Fonte: O Globo Online

Chefes de Estados aliados deixarão de ser vigiados, diz Obama

RIO - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira as mudanças nos programas secretos de espionagem do governo americano, revelados pelo ex-técnico da CIA, Edward Snowden em junho passado. Confira abaixo os cinco principais pontos de alterações citadas por Obama:

Registros telefônicos: Obama declarou que as agências de espionagem dos EUA deixarão de manter os registros das gravações telefônicas de milhões de americanos. Isso significa que o programa de vigilância que se tornou a maior polêmica revelada pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden chegará ao fim, pelo menos do jeito que é gerido atualmente. A grande mudança demorará meses para acontecer, se não mais. Enquanto isso, Obama impõe novos limites na capacidade do governo de acessar esses dados.

Acesso do governo: O presidente americano, porém, quer garantir que o governo ainda poderá acessar os registros de ligações quando for necessário. Mas ainda não está claro como o governo vai fazer isso. A Casa Branca citou alternativas, como exigir que as empresas de telefonia armazenem as gravações telefônicas de seus clientes e permitir o acesso do governo a esses dados somente mediante ação judicial, ou a criação de uma nova organização responsável por manter esses banco de dados.

Espionagem de chefes de Estado: Obama anunciou ainda restrições significativas para a espionagem de aliados dos EUA. Chefes de Estados próximos do governo americano estarão fora dos limites de vigilância eletrônica. Funcionários da Casa Branca afirmaram que já pararam de coletar informações de "dúzias" desses alvos. Ainda assim, há dúvidas. Obama não esclareceu os critérios do que seria um aliado próximo, e se as restrições também se aplicam aos assessores desses líderes estrangeiros.

Defensores Públicos: Obama defendeu a criação de uma nova comissão para servir como defensora pública nos casos tratados por uma corte especial de vigilância. Os membros do painel seriam autorizados a comparecer a um tribunal que aprovou os programas de vigilância em massa totalmente em segredo, sem a participação do público ou daqueles que foram alvos da espionagem. A criação do novo comitê dependeria da aprovação do Congresso.

Vigilância de cidadãos estrangeiros: Obama também promete novas proteções de privacidade para os estrangeiros, com o objetivo de assegurar a cidadãos de países da Europa e outros lugares que eles não serão alvos da vigilância, a menos que esteja envolvido algum propósito de segurança nacional para os EUA. As novas regras devem ser estabelecidas nos próximos meses.