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Clipping

27/10/2015 às 14:08

'As pessoas jamais deixarão de necessitar de informações', diz colunista do 'NYT'

Escrito por: Redação
Fonte: Portal Imprensa

Jornalista afirma que pessoas sempre vão precisar de informações

Em coluna na edição do último domingo (25/10) do The New York Times, o jornalista Héctor Tobar diz aos jovens para deixarem de lado a "atmosfera sombria" que envolve a profissão e o futuro dela, porque o público sempre recorrerá a histórias verdadeiras e bem contadas. "As pessoas jamais deixarão de necessitar de informações essenciais, transmitidas com rapidez e precisão", afirma.
 
Professor na Universidade do Oregon, o jornalista escreveu o artigo "Quem quer ser jornalista?" relatando a paixão de um jovem americano pelo ofício e destrinchando os meandros que o "ser jornalista" proporciona.
 
"Para ingressar no jornalismo hoje em dia é necessário ter fé", destaca. O colunista explica que conseguir um emprego no escalão mais baixo é preciso fazer "um voto de pobreza digno de um monge", uma vez que as redações reduziram em 10% no ano passado e, na TV, o salário de um repórter é de apenas US$ 18 mil por ano.
 
Tobar destaca que os melhores jornalistas criam um elo com o público ao dispor de uma mente aberta e demonstrar compaixão. Para ele, esse é um dos motivos para tantos permanecerem na profissão, "apesar da remuneração ruim e das longas jornadas".
 
O colunista avalia que iniciantes funcionam à base de uma mescla entre adrenalina e idealismo, querem vencer o prazo de fechamento ou o medo do palco em transmissões ao vivo. Segundo ele, os jovens acreditam que se alcançarem tais feitos contribuirão para as suas comunidades.
 
Após citar o trabalho de Rubén Espinosa, jornalista morto na Cidade do México depois de cobrir a corrupção e o crime organizado no país, e a luta de James Foley para expor ao mundo o sofrimento do povo sírio que acabou decapitado pelo Estado Islâmico, Tobar falou dos feitos de Bach.
 
Empregado no Daily Beast, o aluno cobriu a tragédia de Roseburg. Ele entrevistou amigos de um professor de inglês morto e uma estudante de enfermagem que viu sua sala de aula transformada em sala de emergência.