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Clipping

19/12/2014 às 14:20

Assange defende jornalista que ameaçou agente da FBI e apresenta nova versão do caso

Escrito por: Redação
Fonte: Portal Imprensa

As denúncias contra o jornalista e ativista Barret Brown, acusado de ameaçar um agente da FBI, podem ter se originado em uma ocasião em que ele apenas repercutiu o que outra pessoa disse sobre assassinar o fundador do WikiLeaks, Julian Assange. Na ocasião, ele tuitou uma frase proferida por um apresentador da Fox News que falava sobre o vazamento de documentos sigilosos.

Segundo o portal RT Question More, o jornalista de 33 anos enfrenta várias acusações, incluindo crimes relacionados à informática, obstrução da justiça e ameaças feitas publicamente a um agente da FBI durante o exercício de sua profissão. Ele deve ser condenado a oito anos de prisão por ajudar hackers a invadir computadores de empresas, após confessar-se culpado em abril.

Uma das denúncias se refere ao compartilhamento de um link por Brown que mostrava arquivos do tesouro americano hackeados de servidores da HBGary Federal e Stratfor, de agências e de fornecedores do governo em 2012. Ele também está envolvido em grupos de "hackativismo", e é investigado sobre suas ações após a invasão da FBI em seu apartamento e na casa de sua mãe.

Ao falar sobre o caso, Assange diz que trata do assunto pessoalmente. Brown criou o Projeto PM, uma ferramenta que ajuda a pesquisa colaborativa de documentos vazados por jornalistas e ativistas, e atuou em conjunto com o WikiLeaks. Milhões de e-mails da Stratfor foram publicados na internet após o coletivo de hackers LulzSec obter ilegalmente os dados sigilosos e enviá-los a eles. 

"A situação... me envolve pessoalmente e o trabalho do WikiLeaks", Assange escreveu. "O estilo de Barrett Brown "Hunter S. Thompson", sua sátira pública sobre o estado de segurança dos EUA e sua defesa ao WikiLeaks e ao (grupo de hackers) Anonymous fez com que ele não tivesse conquistado amigos no governo americano e logo o FBI estará a procura por qualquer desculpa para derrubá-lo".

Assange, que vive na embaixada equatoriana em Londres para escapar do que chama de uma caçada liderada pelos EUA, afirma que as acusações sobre Brown são um "resultado direto do seu trabalho jornalístico, e de sua ameaça a um agente federal depois que o FBI realizou buscas em sua casa (...) e ameaçou acusar a sua mãe ao menos que ele entregasse seus materiais de pesquisas".

"A reclamação mais séria sobre Barrett Brown é que seis meses depois do dia seis de março de 2012, quando o FBI invadiu a casa de sua mãe, ele tuitou que "atiraria ilegalmente no filho da p***'", acrescenta. Assange afirma que a frase é uma repercussão de uma frase do apresentador da Fox News, Bob Beckel, sobre a possibilidade do assassinato de Assange pelo governo norte-americano.

"Nós temos forças de operação especiais. Homens mortos não podem vazar material. Esse cara é um traidor, traiçoeiro, e quebrou todas as leis dos EUA", disse ele em dezembro de 2010. "Eu não sou a favor da pena de morte, então só uma maneira de fazer isso: atirar ilegalmente no filho da p*".

Assange aproveitou também para criticar uma ordem do Supremo Tribunal Federal contra Brown e sua equipe de defesa, que lhes restringiu o direito de se manifestar sobre o caso em público. "Nem a defesa nem o governo pode apresentar o caso para o público enquanto Brown apodrece na prisão aguardando sua sentença - a não ser para repetir as acusações formais feitas pelo governo. Nem o maior rei e nem o mais destituído mendigo pode dormir em uma caixa na rua. Justo é justo", conclui.