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Clipping

02/10/2013 às 15:03

BNDES avalia como positiva fusão entre Oi e Portugal Telecom

Escrito por: Redação
Fonte: Folha Online

O BNDES afirmou, em nota, que "avalia como positiva a possibilidade da realização da operação" da fusão da Oi com a Portugal Telecom, anunciada nesta quarta-feira pelos acionistas controladores das duas companhias.

"A iniciativa consolida a internacionalização da Oi e a almejada escala global, com uma estrutura societária simplificada e com melhor padrão de governança, que deve fortalecer a empresa para enfrentar os desafios presentes em seu setor de atuação."

Segundo o BNDES, a capitalização proposta pelo projeto de fusão "robustecerá sua capacidade financeira e de investimento". Um dos maiores problemas da Oi era seu alto endividamento, que só crescia diante de uma geração de caixa que não era suficiente para abater suas dívidas.

O banco estatal, porém, não se comprometeu a participar da capitalização prevista na operação.

"O BNDES analisará as implicações da transação proposta, com vistas ao seu posicionamento na nova estrutura societária da companhia."

O BNDES, ao lado de fundos de pensão das estatais, possui 38% na Telemar Participações S/A, dona de 56% das ações ordinárias (com direito a voto) da Oi.

O banco e os fundos terão de participar do aumento de capital previsto na operação. Os acionistas privados (La Fonte Telecom e Andrade Gutierrez) que estão no bloco de controle da Oi já sinalizaram que vão participar da capitalização da companhia.

CAPITALIZAÇÃO

A ideia é realizar um aumento de capital no valor total entre R$ 13,1 bilhões e R$ 14,1 bilhões. Desse valor, entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões serão em dinheiro.

O restante (R$ 6,1 bilhões, no máximo) virá dos atuais acionistas da companhia, que poderão comprar ações da Oi numa oferta pública a ser realizada no primeiro semestre de 2014. O objetivo é respeitar a atual proporção de ações ON e PN e a representatividade de cada um dos acionistas.

De sua parte, a Portugal Telecom não colocará dinheiro novo na companhia. Irá aportar entre R$ 5,8 bilhões e R$ 6,4 bilhões em ativos e ações que já possuí na Oi --esse valor foi estimado, mas uma nova avaliação será feita até a conclusão da operação.

Só após a oferta de ações da Oi, é que a nova empresa resultante da fusão, a CorpCo, migrará para o novo mercado da Bovespa. A empresa também será cotada na Bolsa de Nova York e na de Lisboa.

ACIONISTAS PRIVADOS

Pedro Jereissati, controlador da La Fonte Telecom, disse que "os atuais acionistas controladores da Oi entendem que essa nova configuração, que resultará em uma empresa listada no Novo Mercado, fortalece a nova empresa e reforça o alinhamento entre todos os acionistas, viabilizando uma estrutura de capital que permita à nova companhia ter uma ambição global."

Segundo ele, a empresa que resultará após a fusão é "mais um passo na direção de se criar uma grande empresa multinacional de telecomunicações com ambição global. Estamos comprometidos com este projeto e participarão nesta construção, demonstrando a sua confiança nas perspectivas futuras da nova companhia."

De acordo com Otavio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, a "aliança industrial que celebramos em 2010 (com a Portugal Telecom que assumiu a direção da parte de tecnologia da Oi) permitiu um conhecimento profundo da realidade das duas companhias, da excelente qualidade e profissionalismo das suas equipes que nos permite hoje dar este passo de forma segura e confiante."

Para o BNDES, a fusão resultará "na elevação da qualidade dos serviços prestados aos usuários" e irá induzir a procura por bens e serviços no Brasil, ou seja, fortalecendo a cadeia de fornecedores locais da companhia.