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Clipping

01/11/2013 às 07:01

Brasil e Alemanha levam para ONU resolução de privacidade na internet

Escrito por: Redação
Fonte: Correio Braziliense Online

Iniciativa atrai o apoio de outros governos que tiveram comunicações interceptadas pela inteligência norte-americana

Dilma recebe as credenciais da nova embaixadora americana, Liliana Ayalde: "grampos" dominam a agenda bilateral
Naquela que poderá ser a primeira resposta internacional articulada à espionagem dos Estados Unidos contra cidadãos e até governantes de vários países, Brasil e Alemanha apresentam hoje às Nações Unidas um projeto de resolução para ampliar o direito à privacidade no meio digital. O texto, de iniciativa brasileira, ganhou impulso fundamental com o apoio de Berlim, sob o impacto da revelação de que a chanceler (chefe de governo) Angela Merkel também foi alvo da Agência de Segurança Nacional (NSA) americana, assim como a presidente Dilma Rousseff. A iniciativa marca a parceria entre as duas mulheres mais poderosas do mundo, segundo o ranking anual divulgado anteontem pela revista Forbes, para enquadrar o presidente Barack Obama - que perdeu a primeira posição para o russo, Vladimir Putin.

O imbróglio provocado pela interceptação de comunicações entre Dilma e seus auxiliares domina a agenda da relação bilateral agora que a nova embaixadora americana, Liliana Ayalde, assume plenamente as funções. No Brasil desde 16 de setembro, ela ontem entregou as credenciais à presidente. No fim da cerimônia, no Palácio do Planalto, Ayalde reconheceu que a situação é delicada, mas afirmou que a agenda bilateral precisa "avançar". Com ela, entregaram as credenciais mais 18 novos embaixadores, entre eles os da França e do Reino Unido.

Vence hoje o prazo para a apresentação de projetos à Terceira Comissão da ONU, que trata de temas ligados aos direitos humanos, questões humanitárias e sociais. O texto no qual Brasil e Alemanha são sócios não cita os EUA diretamente, mas segue as bases lançadas por Dilma no discurso de abertura dos debates da 68ª Assembleia Geral, em 23 de setembro. Na ocasião, e desde então, a presidente tem defendido que a prática dos serviços secretos americanos é uma "clara violação dos direitos humanos e civis". O projeto de resolução deve pedir a ampliação do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, adotado pela ONU em 1966, para que se estenda à internet.

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