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Clipping

06/02/2014 às 13:30

Brasil no topo dos gastos em TI

Escrito por: Redação
Fonte: ABINEE

O mercado brasileiro de tecnologia da informação e comunicação (TIC) vai movimentar US$ 175 bilhões em 2014, segundo projeções divulgadas pela consultoria IDC, durante encontro com a imprensa realizado ontem em São Paulo. A cifra representa uma alta de 9,2% sobre 2013 e considera os gastos das empresas e consumidores com softwares, serviços e equipamentos. Com o montante previsto, o Brasil se consolida como o quarto maior mercado mundial do setor, atrás apenas dos Estados Unidos, da China e do Japão.

"Somos um dos países que mais crescem em TIC no mundo. O mercado brasileiro está saudável e aquecido, e o seu crescimento está descolado do PIB", disse Alexandre Campos Silva, diretor da consultoria para consumo e telecomunicações. A IDC prevê um crescimento de 4,3% para o mercado global nesse ano, e de 8,2% para o setor na América Latina.

O fio condutor que irá impulsionar o salto desenhado pela IDC envolve quatro pilares: computação em nuvem, mobilidade, big data e negócios sociais. Essa última vertente está relacionada às aplicações de conceitos de redes sociais em diversas frentes, desde as estratégias de vendas e de negócios, até o atendimento a clientes e os projetos de inovação. "Esses quatro conceitos estão alimentando cada vez mais o desenvolvimento de aplicações de nicho, para cada setor, ao mesmo tempo em que facilitam o acesso das PMEs à tecnologia e trazem uma maior influência das áreas de negócios na compra de TIC", observou Silva.

Um dos pontos que permeiam todos esses conceitos e que traduzem as perspectivas para o ano é o segmento de dispositivos conectados, que compreende PCs, notebooks, tablets e smartphones. Segundo a IDC, somadas, essas categorias vão alcançar um volume de vendas de 71 milhões de unidades em 2014, ante 57 milhões no ano passado. Dentro desse universo, a expectativa é que os smartphones e tablets representem 81% das vendas. Em 2010, esse índice era de 26%. A projeção global para o ano é de que esses dispositivos tenham uma participação de 83%.

A disseminação dos equipamentos nas mãos dos consumidores e empresas, por sua vez, vai gerar reflexos em outras frentes. "Para suportar essa demanda, haverá um bom nível de investimento em atualização e melhorias das redes", disse João Paulo Bruder, analista de telecomunicações da IDC. Em relação aos serviços prestados pelas teles, os dados móveis, com 21%, apresentam a maior projeção de crescimento de receita. Quanto ao número de assinantes de 4G, a previsão é de um acréscimo de 3 milhões no ano.

A explosão da mobilidade e dos serviços inerentes a esse e outros conceitos vão influenciar também o mercado de data centers. "Na busca por resolver a equação demanda versus redução de custos, teremos muitos investimentos na atualização de centros de dados, sejam eles próprios ou de terceiros", diz Luciano Ramos, coordenador de software da IDC.

O analista também ressaltou os aportes para a modernização da infraestrutura para suportar as novas aplicações. Um dos destaques é a projeção de investimentos de US$ 569 milhões em nuvens públicas - nuvens compartilhadas por diversos clientes nas instalações de provedores de serviços de data center -, puxada, em grande parte, pelo modelo de software como serviço, como são conhecidos os sistemas entregues via internet.

A IDC projeta ainda investimentos de US$ 2 bilhões e de US$ 426 milhões, respectivamente, nos segmentos de internet das coisas e de big data. Na primeira categoria, os projetos serão puxados por setores como logística e saúde. Já as iniciativas de big data serão lideradas por varejo, finanças e telecomunicações.