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Clipping

24/10/2016 às 15:31

Brasil perdeu R$ 370 milhões com bloqueios ao WhatsApp

Escrito por: Luís Osvaldo Grossmann
Fonte: Convergência Digital

O Brasil aparece em uma lista nada lisonjeira de países que de alguma forma adotaram bloqueios ao acesso a internet nos últimos 12 meses, em um movimento global que provocou perdas estimadas em US$ 2,4 bilhões, ou cerca de R$ 7,7 bilhões. Desse total, cerca de R$ 370 milhões (US$ 116 mi) envolveram os dois bloqueios ao Whtasapp. 
 
A análise é do Centro para Inovação Tecnológica do Brookings Institute e leva em conta incidentes entre julho de 2015 e junho de 2016. Nesse período, foram registrados 81 casos em 19 países. “Países  bloquearam aplicações em particular, derrubaram serviços específicos (mensagens instantâneas e chamadas de VoIP), desligaram telecomunicações móveis ou interromperam toda a internet”, diz o documento. 
 
“Perdas econômicas incluem US$ 968 milhões [R$ 3 bi] na Índia, US$ 465 milhões [R$ 1,4 bi] na Arábia Saudita, US$ 320 milhões [R$ 1 bi] no Marrocos, US$ 209 milhões [R$ 670 mi] no Iraque, US$ 116 milhões [R$ 370 mi] no Brasil, US$ 72 milhões [R$ 230 mi] no Congo, US$ 69 milhões [R$ 220 mi] no Paquistão e o mesmo valor em Bangladesh, US$ 48 milhões [R$ 150 mi] na Síria, US$ 35 [R$ 110 mi] na Turquia e US$ 20 milhões [R$ 64 mi] na Argélia, entre outros.”
 
Segundo o estudo, “estas são estimativas conservadoras que consideram apenas reduções na atividade econômica e não perdas tributárias ou quedas na confiança de investidores, negócios e consumidores”. No geral, Índia e Iraque tiveram 22 incidentes de bloqueio cada um, seguidos da Síria (8), Paquistão (6), Turquia (3) e uma série de países com dois casos no período, como Brasil, Coreia do Norte, Congo, Bangladesh, Uganda e Vietnã. 
 
O estudo cita que “juízes no Brasil bloquearam acesso ao Whatsapp em diferentes ocasiões no ano em resposta a disputas legais com a empresa sobre acesso das autoridades a dados criptografados dos usuários (que a empresa não tem acesso). Essas ações, decorrentes do interesse de procuradores em um punhado de usuários, efetivamente cortou dezenas de milhões de brasileiros de seus amigos, família e negócios”.