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Clipping

06/11/2015 às 15:33

China permite que alguns meios digitais façam jornalismo pela primeira vez

Escrito por: Redação
Fonte: EFE

O governo chinês credenciou trabalhadores de meios de comunicação digitais como jornalistas, autorizando-os pela primeira vez a realizar o exercício da profissão, apesar das credenciais só terem sido outorgadas a meios ou portais oficiais.
 
O governo entregou nesta sexta-feira carteirinhas de imprensa, obrigatórias para exercer a função de jornalista na China, a um grupo de 594 repórteres de 14 portais de notícias, entre os quais estão alguns governamentais e páginas de internet de meios oficiais como a agência oficial "Xinhua".
 
Entre eles não figuram grandes portais como "Sina" ou "Sohu", já que Pequim os considera "comerciais".
 
Os que conseguiram o credenciamento "terão os mesmos direitos, responsabilidades e obrigações" que qualquer jornalista de um meio tradicional, explicou hoje Jiang Jun, porta-voz da Administração do Ciberespaço da China, segundo "Xinhua".
 
As autoridades anunciaram que oferecerão "práticas profissionais" aos repórteres de meios digitais e que a medida ajudará a "regularizar entrevistas" ou "melhorar a redação de notícias".
 
O governo seguirá credenciando jornalistas de meios de internet até o final de 2016, apesar de não precisar quais são os requisitos para receber esta autorização.
 
Até agora, a China proibia portais na internet que fizessem suas próprias notícias e só lhes permitia que editassem ou publicassem notícias divulgadas por meios oficiais.
 
Apesar disso, alguns portais buscaram informação por sua conta e assinaram matérias em seu nome.
 
Para organizações como Anistia Internacional (AI), a nova medida ajudará ao governo a "guiar a opinião" da população na internet, que, apesar da censura, se transformou em um espaço de debate de temas sociais.
 
"Outorgando credenciais de imprensa só às páginas web do governo e a outras fontes de confiança, o Executivo poderá controlar de maneira mais fácil a narrativa e guiar a opinião pública na Rede", considerou em declarações à Agência Efe William Nee+, investigador na China da AI.