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Clipping

26/04/2017 às 19:00

Claro descarta interesse em ficar com Oi ou Nextel

Escrito por: Ana Paula Lobo e Luiz Queiroz
Fonte: Convergência Digital

O grupo Claro, que reúne também a Net e a Embratel, descarta qualquer interesse em eventualmente fazer uma proposta pela Oi, operadora ainda às voltas com uma difícil recuperação judicial e a negociação de dívidas de R$ 65 bilhões. 
 
Segundo afirmou nesta terça 25/4, o presidente do grupo no Brasil, José Félix, em evento para apresentação do que a empresa chama de 4,5G em Brasília, a companhia fez as contas e entendeu que um eventual negócio não deve estar nos planos. 
 
“A gente fez uma análise. A Oi é uma companhia muito grande, não é facilmente integrável a outra companhia gigantesca como a nossa. Sendo bem objetivo, têm questões inúmeras a serem resolvidas dentro da Oi que fazem com que a gente não esteja interessado”, afirmou. Ele sustentou que, ao contrário, “torce para que a Oi resolva seu problema e que uma solução negociada seja encontrada”.
 
Da mesma forma, a Claro também já descartou a possibilidade de ficar com a Nextel. “A gente já chegou a analisar, fizemos cálculos para ver se poderia fazer sentido, mas também não temos nenhum interesse na Nextel, não existe nenhuma conversa.” 
 
Marco Legal
 
Ainda segundo o executivo, o grupo só tem interesse no projeto de lei que muda a Lei Geral de Telecomunicações e abre o caminho para o fim das concessões se forem mantidos os pontos que garantem a renovação indeterminada das radiofrequências, tanto das operações móveis como serviços via satélite. 
 
“Não é uma coisa que vai transformar nossa vida. O que a gente quer é uma certa segurança jurídica. Essa mudança na legislação até seria interessante, desde que preservadas algumas coisas da proposta atual, como a questão da manutenção da prioridade das frequências, tanto terrestre como satelital, para as companhias que já detém essas frequências, claro que de forma sempre onerosa. Se isso for retirado da proposta, como se tem ouvido, aí não temos o menor interesse de que haja alguma mudança nas regras.”