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Clipping

08/02/2011 às 12:45

Cloud Computing: no Brasil, estados e municípios estão à frente do governo federal

Escrito por: Fábio Barros
Fonte: Convergência Digital

No que depender das esferas governamentais brasileiras, o uso da computação em nuvem é uma questão de tempo. De acordo com Raimundo Costa, diretor dnacional de tecnologia da Microsoft Brasil e responsável pelo setor público, o uso de cloud vem sendo discutido com bastante força na área pública e já se encontram planos concretos de utilização em serviços públicos.

O executivo diz já existirem, inclusive, provas de conceito em andamento. “As entidades públicas vem procurando dar sua própria abordagem ao uso da nuvem. Há um interesse especial em atividades sazonais, por exemplo, com estudos bastante avançados sobre a combinação de picos e vales de utilização”, explica.

Costa lembra que os governos têm estudado também a possibilidade de uso em aplicações que não interferem na natureza da informação ou que trabalhem com dados públicos ou não sensíveis. “O fato é que há uma tendência, e não apenas no Brasil, de se iniciar operações com nuvens privadas”, diz.

O uso das nuvens privadas se explica: como o setor privado, os governos também precisam entender melhor o funcionamento e os benefícios da nuvem. Mas para Costa, mesmo as privadas trarão vantagens. “Um governo que tenha hoje 3 mil data centers, poderá trabalhar com apenas 400 em algum tempo”.

De todo modo, o executivo acredita tratar-se de uma transição e que o uso de nuvens públicas será realidade algum dia. “O grande e verdadeiro conceito de cloud prevê o uso de nuvens públicas. É ali que é possível ter todas as otimizações e benefícios prometidos pelo conceito”, afirma.

Custo menor
Benefícios à parte, o que tem de fato atraído a esfera pública para as nuvens é a possibilidade de reduzir custos. Voltando aos data centers, Costa lembra que a energia elétrica represente 20% do custo de uma instalação. “Há outros recursos envolvidos e todos direcionados ao pico de utilização. Numa nuvem, é possível manter o uso da estrutura entre 70% e 80% de sua capacidade. São fatores como estes que estão atraindo os governos”, afirma.

Na avaliação de Costa, neste momento estados e municípios estão à frente do governo federal em iniciativas em cloud, mas não se trata de falta de interesse. Nos primeiros, a mudança de modelos é realizada com mais facilidade, enquanto na esfera federal o uso de cloud depende de áreas que são extremamente reguladas. “Segurança, por exemplo. O que aconteceu com o Enem é uma prova clara disso”, diz.

Obviamente há fatores culturais também. Com o uso da nuvem, os líderes de TI teriam adotar um novo perfil, abrindo mão de parte do poder que detêm hoje. “É sempre bom lembrar também que organizações que dependem de processos tecnológicos são mais cuidadosas. Há riscos que só serão assumidos quando houver absoluta segurança”, conclui.