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Clipping

16/10/2013 às 10:12

Colaboração de empresas brasileiras com NSA é descartada

Escrito por: Redação
Fonte: Valor Econômico

Colaboração de empresas brasileiras com NSA é descartada

Por De Brasília

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Batista de Rezende, afirmou ontem à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga a espionagem de órgãos e autoridades brasileiras pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, sigla em inglês) que não há, neste momento, qualquer indício de que empresas brasileiras de telecomunicações tenham colaborado com a ação do órgão norte-americano.

"Estamos trabalhando em conjunto com a Polícia Federal, levantando as informações junto às empresas de telecomunicações, no sentido de ver se a denúncia colocada pelo Joseph Snowden [ex-analista de inteligência americano que denunciou a espionagem] de que haveria empresas brasileiras de telecomunicação contribuindo para o vazamento de dados de cidadãos brasileiros. Não há nenhum indicativo de que haja essa colaboração. O aprofundamento dessas investigações está sendo feito pela Polícia Federal, com a área técnica da Anatel", disse.

Segundo Rezende, embora os dados ainda estejam sendo analisados, os sistemas de informática dessas empresas "respeitam todos os critérios de segurança da rede, de acordo com as informações até agora apuradas, mas tem um inquérito em andamento na Polícia Federal". Mas Rezende defendeu que o governo invista mais em tecnologia e softwares, para garantir maior segurança cibernética.

O relator da CPI, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), e outros integrantes da comissão vão pedir ao governo da Rússia, por meio do embaixador daquele país no Brasil, na próxima quinta-feira, autorização para realizar uma teleconferência com Snowden, para ouvi-lo sobre as denúncias. "Vamos tentar autorização do governo russo para fazer uma teleconferência para que todos esses questionamentos fazermos ao Snowden para que possamos ter detalhes. Houve violação? Se houve, foi buscando quais tipos de informação?", explicou Ferraço.