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Clipping

12/01/2014 às 21:08

Conectividade ainda é realidade distante em carros brasileiros

Escrito por: Redação
Fonte: Estadão

Análise: Diego Ortiz, editor-assistente do Jornal do Carro

Enquanto o ciclo de produto de um carro demora em média cinco anos para se encerrar, no cenário dos smartphones, empresas lançam aparelhos novos a cada seis meses. Além do preço dez vezes maior (para o carro mais barato e o celular mais caro), a construção de um automóvel exige milhares de peças e, o mais importante: carros ainda são vistos como um bem no Brasil.

A desvalorização de um veículo é um dos itens mais pesquisados na hora da compra, enquanto o fato de um gadget se tornar obsoleto é visto com naturalidade por seus compradores. Outra questão é o fato dos dispositivos mais modernos sempre demorarem muito para chegar ao Brasil por causa de dois motivos: preço e legislação.

Como esses equipamentos são importados, eles impactam no valor final do automóvel, que já é elevado no País. Com isso, a maioria dos carros até a faixa de R$ 90 mil só tem aparelhos com conectividade em pacotes de opcionais ou em versões de topo.

Quanto à legislação, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não permitem que se use equipamentos com ondas de radiofrequência que não sejam previamente aprovadas para o uso automotivo. Acontece que os dispositivos trabalham em faixas variadas e cada fabricante usa uma em seu desenvolvimento.

Assim, muitos equipamentos, inclusive itens de segurança, como os que detectam a aproximação inesperada de outro carro e freiam sozinho, até estão disponíveis para modelos importados no Brasil, mas não estão homologados. As montadoras tentam corrigir isso, mas ainda não há prazo para o brasileiro desfrutar do que há de mais moderno na conectividade automotiva.

Veja também: Carro conectado vira prioridade para montadoras e empresas de tecnologia Link no papel - 13/1/2014