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Clipping

11/03/2011 às 14:33

Contratos entravam modelo de negócios na computação na nuvem

Escrito por: Redação
Fonte: Convergência Digital

Embora as ofertas de cloud computing estejam ganhando maturidade muito rapidamente, os contratos envolvendo esses serviços ainda trazem uma série de deficiências estruturais. A afirmação foi feita pelo Gartner, que elencou quatro principais questões contratuais às quais os CIOs devem estar atentos antes de contratarem serviços de computação em nuvem.

Frank Ridder, vice-presidente de pesquisas do Gartner, explica que os provedores de serviços de cloud precisam solucionar essas deficiências estruturais para garantir mais aceitação de seus contratos-padrão e para tirar proveito de economias de escala que vêm juntamente com essa maior aceitação.

Por outro lado, é essencial que as organizações que planejam contratar serviços de cloud façam uma profunda análise dos impactos e da probabilidade de riscos. “Elas também devem planejar a prevenção de riscos para a maior parte das questões críticas”, afirma Alexa Bona, vice-presidente de pesquisa do Gartner. "Isso pode custar mais dinheiro, mas vale o esforço. O risco deve ser continuamente avaliado porque os contratos podem mudar – algumas vezes sem nenhuma notificação prévia”, explica.

Segundo o Gartner, as quarto questões de risco para os CIOs ao contratarem serviços de cloud computing são:

Contratos de terceirização na nuvem ainda não são maduros para todos os mercados
Ao analisar os contratos de terceirização em cloud, fica evidente se o provedor de serviço redigiu o contrato com corporações maiores e mais maduras, ou com o consumidor em mente. Por exemplo, existem contratos de serviços de cloud de provedores tradicionais para suas ofertas de nuvem privada. Esses contratos tendem a incluir termos e condições geralmente mais aceitáveis. O Gartner também vê muitos contratos de terceirização em cloud que carecem de descrições das responsabilidades do provedor de serviços e que não atendem às exigências legais, regulatórias e comerciais da maioria das corporações.

O Gartner alerta as organizações para que avaliem cuidadosamente os riscos associados aos contratos de sourcing de cloud. Áreas como políticas e procedimentos para lidar com dados podem ter impacto negativo nos negócios da companhia (por exemplo, procedimentos adicionais de backup ou a cobrança de uma taxa para acessar dados após o cancelamento do contrato), potencialmente criando problemas de compliance e aumento de custos.

Termos do contrato geralmente favorecem o fornecedor
As organizações que terceirizam com mais sucesso estabelecem relações de parceiros com seus fornecedores. Os contratos de serviços em nuvem não os levam a esse tipo de parcerias — principalmente por causa do alto grau de padronização de contratos. Esses contratos trazem termos consistentes para todos os consumidores e tem o serviço tipicamente entregue remotamente, ao invés de localmente.

Uma organização precisa entender que é um entre tantos clientes e que a customização quebra o modelo industrializado de entrega de serviços. Os contratos de serviços de cloud são escritos em termos muito padronizados, e as empresas contratantes precisam ter muito claro aquilo que podem aceitar e o que pode ser negociado. Para gerenciar com sucesso os contratos de serviços, as organizações precisam gerenciar as expectativas dos usuários.

Contratos são facilmente alterados
Os contratos dos provedores de serviços de cloud não são documentos muito longos. Determinadas cláusulas não são muito detalhadas, uma vez que links de URLs levam a páginas de internet que detalham termos e condições adicionais. Esses detalhes são normalmente críticos à qualidade do serviço e o seu preço (como SLAs), desempenho, termos de serviço e suporte, e mesmo para a descrição da funcionalidade central da oferta. Cláusulas que estão documentadas por inteiro apenas nessas páginas de internet podem mudar ao longo do tempo; normalmente sem nenhum aviso prévio.

As organizações precisam ter certeza que entendem a complete estrutura de seus contratos de terceirização de cloud, incluindo os termos que são detalhados fora do contrato principal. Eles precisam assegurar que esses termos não possam ser alterados durante o período de vigência do contrato e, idealmente, por pelo menos a primeira renovação sem aviso prévio. Também é importante entender quais partes dos contratos podem ser alteradas e quando a alteração acontecerá.

Contratos não trazem claros os níveis de comprometimento para os serviços
À medida que o mercado de serviços de cloud ganha maturidade, aumenta o número de provedores de serviços de cloud que incluem SLAs em URLs de documentos de referência em seus contratos e, em poucos casos, no contrato em si. Normalmente, os provedores de serviços de cloud limitam a sua área de responsabilidade àquilo que está em sua própria rede, uma vez que não conseguem controlar a rede pública. As coisas estão evoluindo, mas o comprometimento com os serviços continuam vagos.

Ao decidir se vão ou não investir em ofertas de cloud, os compradores precisam entender o que podem fazer, caso o serviço falhe ou tenha uma performance aquém da necessária. Eles precisam compreender se os SLAs são aceitáveis e se o mecanismo de crédito levará a uma mudança no comportamento do provedor; em caso negativo, eles devem negociar os termos para atender a seus requisitos – ou não aceitá-los.

Se você quer saber mais sobre os riscos no momento de contratar serviços de computação em nuvem, vale ler a íntegra do documento intitulado "Quatro questões de risco na hora de contratar serviços de cloud”. O Gartner o disponibiliza em http://www.gartner.com/resId=1543314.