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22/05/2014 às 05:11

Cortejo da Diversidade

Escrito por: Redação
Fonte: Ministério da Cultura

21/05/2014

Quarta-feira (21) foi o dia do Cortejo de boas-vindas na TEIA Nacional da Diversidade. Já tradicional nos encontros dos Pontos de Cultura, a caminhada pelas ruas da cidade levou alegria à população e exibiu todo o vigor da cultura popular do país. Na TEIA de Natal (RN) a festa do cortejo foi embalada pelo ritmo forte da Congada Mineira e da cadencia da Banda Municipal e do Boi Galemba Pintadinho de São Gonçalo Amarante (RN). O tema do cortejo deste ano foi o combate à discriminação racial, à homofobia e à luta pelo direito dos povos tradicionais aos seus territórios.

O cortejo partiu, às 18h, da frente do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), no bairro Alto, em direção ao bairro da Ribeira, foi seguido por uma multidão de pessoas formada por integrantes dos Pontos de Cultura de todo o país e convidados que estão participando da TEIA da Diversidade. Ao longo do trajeto o público foi sendo contagiado pela música e pela dança e se integrou na comemoração.

O Congado é uma das expressões do sincretismo religioso brasileiro, mistura elementos da cultura afro-brasileira com a religiosidade católica. No cortejo da TEIA de Natal, o Ponto de Cultura Estrela de Uberlândia (MG) apresentou a orquestra da "Guarda de Moçambique", uma expressão religiosa muito forte no estado de Minas Gerais.

 O professor do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UNB), José Jorge de Carvalho, que acompanhava o cortejo, explicou que o Congado é uma representação ritual da história dos afro-brasileiros no Brasil, desde a escravidão à abolição. No Ponto de Cultura Estrela de Uberlândia, os jovens integrantes da "Guarda de Moçambique" aprendem desde as músicas e danças do Congado Mineiro a confecção dos instrumentos.

Acessibilidade Cultural
O dia de quarta-feira foi também de muito trabalho e articulação das ações nacionais dos Pontos de Cultura. A secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural, Márcia Rollemberg, abriu pela manhã, o II Encontro Nacional de Acessibilidade Cultural, realizado no auditório da Reitoria da UFRN, e à tarde participou na cerimônia de abertura do Fórum de Culturas Afro-Brasileiras.

O encontro prossegue até o dia 24, com a realização de mesas temáticas de discussão sobre o seguimento e as políticas públicas de inclusão cultural para o público portador de deficiência. A mesa de debates da manhã desta quarta-feira teve como tema as diretrizes e cenários destas políticas. Contou com a participação do secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Américo Córdula, do secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antônio José Ferreira, e da coordenadora do programa de pós-graduação em Acessibilidade Cultura da UFRJ, Patrícia Dornelles.

À tarde,  o coordenador-geral de Programas e Projetos Culturais da SCDC/MinC, Daniel Castro, representou a secretária da SCDC/MinC na mesa que debateu sobre o panorama de ações e programas para as políticas públicas culturais e acessíveis. Ele fez um relato das principais medidas adotadas pelo MinC nos últimos anos, na área da Acessibilidade Cultural. Citou, entre outras coisas, a realização de oficinas de indicação de políticas públicas para pessoas com deficiências de 2007, "Loucos pela Diversidade" e a de 2008 "Nada sobre Nós sem Nós". Elencou, também, o lançamento do 1º edital Prêmio para Arte e Cultura Inclusiva - Edição Albertina Brasil, em 2011. 

Fórum de Culturas Afro-Brasileiras

Teve início, também, nesta quarta-feira, o Fórum de Culturas Afro-Brasileiras, na Tenda Territórios Tradicionais da TEIA da Diversidade. Na cerimônia de abertura do fórum houve o lançamento da Rede Cultura Viva Afro-Brasileira dos Pontos de Cultura, uma iniciativa da Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC) e da SCDC/MinC.

A rede vai unir os Pontos de Cultura Negra para fortalecer as atividades de promoção das manifestações artístico-culturais negras brasileiras. O fórum também vai promover o intercâmbio cultural entre grupos e lideranças das comunidades de matriz africana e da juventude negra. A Rede Cultura Viva Afro-Brasileira vai facilitar a articulação dos cerca de 500 Pontos de Cultura de temática negra espalhados pelo país.

(Texto e Imagens: Patrícia Saldanha, SCDC/MinC)