Receba no seu e-mail

Voltar

Clipping

04/08/2016 às 15:49

Crise da Oi e integração da Alcatel-Lucent impactam o resultado da Nokia

Escrito por: Redação
Fonte: Convergência Digital

Embora não seja a única causa, a crise financeira da Oi impactou o resultado do segundo trimestre da Nokia. No período, a fabricante registrou retração de receitas da ordem de 20%, para 5,7 bilhões de euros. Um ano antes, já somados os resultados de Nokia e Alcatel-Lucent, a receita foi de 6,36 bilhões de euros.
 
Não houve uma unidade sem retração. A divisão de redes perdeu faturamento, que ficou 11% menor (5,2 bilhões de euros). A divisão de patentes também diminu 11% (194 milhões de euros). Por sua vez, o lucro operacional sofreu um tombo de 49% no período, para 332 milhões de euros. Descontados impostos e obrigações referentes à fusão com a Alcatel-Lucent, o pequeno lucro operacional vira um prejuízo de 1,09 bilhão de euros.
 
A Nokia assumiu o controle da rival francesa Alcatel-Lucent em um negócio de 15,6 bilhões de euros em ações, visando competir melhor contra a sueca Ericsson e a chinesa Huawei em um mercado com perspectivas de crescimento limitado, até que um novo ciclo de atualizações de rede comece ao redor de 2020.
 
"É um ano de transição (para Nokia), especialmente no primeiro semestre ... Acreditamos que o mercado total de rede ficará estável no ano inteiro, mas foi claramente mais fraco no primeiro semestre", disse o presidente-executivo da Nokia, Rajeev Suri, a repórteres em teleconferência. O executivo também preferiu não citar o nome da Oi, mas deixou claro que houve a redução de investimentos por parte de uma grande operadora da América Latina e que essa retração causou um forte impacto.
 
Suri informou ainda que, agora, a Nokia tem como meta alcançar uma economia anual de 1,2 bilhão de euros em 2018, após a fusão Alcatel, contra uma meta anterior de mais de 900 milhões de euros. A empresa não disse qual seria o impacto sobre o quadro de funcionários. A Nokia começou a demitir em abril, e os sindicatos aguardam a redução de até 15 mil postos de trabalho em todo o mundo.