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Clipping

21/01/2016 às 16:10

Custo para conectar 1,5 bilhão de pessoas à Internet até 2020 é de US$ 450 bilhões em rede

Escrito por: Ana Paula Lobo*
Fonte: Telesíntese

O Fórum Econômico Mundial, que acontece esta semana em Davos, tem como tema em 2016, a Quarta Revolução Industrial, provocada pela hiperconectivade e pela massificação da Tecnologia da Informação no desenvolvimento econômico mundial.
 
Mas a UIT, em nome das Nações Unidas, em debate especial na Comissão de Banda Larga para o Desenvolvimento Sustentável, realizado nesta quinta-feira, 21/01, advertiu que há 4,2 bilhões de pessoas sem acesso à Internet. E para conectar mais 1,5 bilhão de pessoas à Rede Mundial nos próximos quatro anos, ou seja, até 2020, será preciso um investimento de 450 bilhões de dólares em infraestrutura de redes.
 
Com a Tecnologia como tema central, pela primeira vez, líderes do governo, da indústria e do setor financeiro admitiram publicamente a importância crítica da banda larga para o desenvolvimento econômico do mundo. Na reunião, eles debateram o porquê da falta de conectividade em áreas mais remotas e os desafios para levar a infraestrutura necessária para essas regiões.
 
Um estudo apresentado mostrou que apenas 3,2 bilhões das pessoas têm acesso à Internet. Outroas 4,2 bilhões de pessoas seguem sem acesso à Rede Mundial. Nos 48 países menos desenvolvidos, identificados pelas Nações Unidas, a penetração da Internet é inferior a 10%, caindo para 2% nos seis países mais pobres do mundo.
 
A UIT lembrou que, em 2014, os 193 países-membro das Nações Unidas assinaram uma Declaração Conjunta para realizar um esforço global para conectar 60% da população mundial até 2020, mas até agora, pouco foi feito e a meta desejada está muito longe de ser alcançada. Isso porque estudo feito em 2015 mostra que as pessoas mais carentes seguem sem ter acesso à Internet ampliando a desigualdade digital, uma vez que nos países mais ricos, o acesso à Internet é elevado e está perto da saturação.
 
Em contrapartida, nos países mais pobres, não há evolução, principalmente, nas áreas rurais e remotas. Segundo ainda dados da UIT, apenas 5% das línguas do mundo estão representadas on-line, com aproximadamente 781 milhões de adultos analfabetos e 100 milhões de crianças sem acesso à educação, gerando desta forma grandes bolsões de 'excluídos digitalmente'.