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Clipping

14/09/2016 às 15:34

Empresas brasileiras de nuvem protestam contra concorrência desleal

Escrito por: Redação
Fonte: Convergência Digital

Provedores brasileiros de estrutura de hospedagem precisam se organizar para eliminar a concorrência desleal de empresas estrangeiras que não pagam impostos no Brasil e que, nem sempre, respondem localmente a marcos regulatórios, como o Código de Defesa do Consumidor, nem cumprem as obrigações da CLT.
 
É o que defende a AbraHosting - Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura de Hospedagem na Internet, ao debater o tema na IV Rodada de Negócios promovida pela entidade. Nas contas da Abrahosting, o setor de provedores conta com 700 empresas e movimentará este ano cerca de US$ 1,2 bilhão no país.
 
Na avaliação da Abrahosting, o avanço dos serviços em nuvem deverá provocar uma participação de 85% dessa modalidade no perfil de oferta do setor até 2020, o que torna ainda mais necessário um posicionamento frente à concorrência externa sem regras comerciais claras. 
 
"Eles passam ao largo não só dos tributos, mas também das responsabilidades jurídicas e das obrigações relativas à qualidade, o que traz o risco de uma depreciação muito perigosa para a nossa Indústria, além de pôr em risco o usuário", reclama o presidente da entidade, Vicente M. Neto.
 
Entre os debatedores da Rodada de Negócios estavam os representantes dos provedores Central Server, Juliano Simões e Locaweb, Luis Carlos dos Anjos. O presidente da Abranet (Associação Brasileira da Internet) e membro do Comitê Gestor da Internet, Eduardo Parajo. 
 
Parajo lembrou alguns pontos da pauta de discussão do setor que tocam diretamente na questão da concorrência externa, como é o caso da normatização de guarda local dos dados nos provedores de serviços digitais. "Os avanços do Marco Civil devem ser complementados com uma ética concorrencial compatível com o respeito ao setor e aos consumidores locais", afirma o executivo.