Receba no seu e-mail

Voltar

Clipping

18/06/2014 às 09:32

Empresas brasileiras são o alvo preferido para ataques cibernéticos

Escrito por: Redação
Fonte: ABINEE

Empresas brasileiras são o alvo preferido para ataques cibernéticos

Convergência Digital - 17/6/2014

As empresas brasileiras têm sido as mais atacadas virtualmente mundialmente, de acordo com estudo global realizado pelo Instituto Ponemon à pedido da Websense, empresa de segurança da Informação. O levantamento apura que, no Brasil, 59% das empresas entrevistadas admitiram ter sofrido um ou mais ataques cibernéticos de grande efeito, infiltrados nas redes ou sistemas das empresas nos últimos 12 meses. No mundo, essa taxa é de 44%.

Diante desse percentual, os profissionais de segurança admitem que os ataques virtuais avançados são uma dor de cabeça para as corporações. Tanto que 57% delas acreditam não estarem protegidas. No Brasil, esse percentual chega a 65%. O maior dano, afirmam os especialistas, é a certeza que não é possível evitar a perda de danos confidenciais - 59% no Brasil e 63% no mundo.

Mas ainda se esconde muito o impacto dos hackers e cibercriminosos nas companhias. Tanto que apenas 23% das corporações brasileiras assumiram que já perderam informações relevantes em ataques virtuais. O dado preocupante é que, dessas, 63% não sabem informar quais foram as informações efetivamente roubadas. No mundo, esse percentual é de 35%.

O levantamento também traz uma percepção bastante negativa das empresas com relação à preparação delas para enfrentarem ataques virtuais: 69% delas - aqui o índice brasileiro se equivale ao mundial - acreditem que as ameaças virtuais conseguem, sim, encontrar lacunas em seus atuais sistemas de segurança.
O estudo, que reúne informações de praticamente 5.000 profissionais de segurança de TI no mundo inteiro, revela um déficit em sistemas de segurança corporativos, uma desconexão em como dados confidenciais são avaliados e visibilidade limitada das atividades de hackers. "Esse relatório global mostra que o setor de segurança virtual tem muito trabalho pela frente para enfrentar os ciberataques", disse John McCormack, CEO da Websense.

O levantamento também mostra que a perda de dados não é considerada relevante, do ponto de vista financeiro, para as corporações. Tanto que 80% dos entrevistados disseram que os líderes de suas empresas não acreditam que o roubo de dados confidenciais poderia causar uma perda potencial de receita. (Brasil: 69%).
Pesquisas recentes do Instituto Ponemon mostram, no entanto, que as violações de dados têm grandes consequências financeiras para as empresas. O custo médio por registro perdido ou roubado depois de um ataque é de US$ 188, e o custo médio de uma violação aos dados corporativos é de US$ 5,4 milhões.