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Clipping

28/03/2014 às 03:02

EUA tem plano para evitar vigia telefônica

Escrito por: Redação
Fonte: Correio do Povo (RS) - Impresso

Proposta é conquistar confiança dos americanos na armazenagem dos dados

Washington - O presidente Barack Obama apresentou ontem plano para acabar com a coleta de dados em massa de registros telefônicos, na tentativa de neutralizar controvérsia sobre atividades de vigilância realizadas pelo governo contra milhões de americanos.

Em resposta à indignação mundial provocada pelas atividades de espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA) americana, Obama declarou que as empresas de telefonia precisarão manter os registros das ligações pelo mesmo período de tempo que os mantêm arquivados atualmente, permitindo que agências do governo tenham acesso a estas informações apenas com autorização de tribunais.

"Decidi que o melhor caminho a seguir é que o governo não colete ou armazene estes dados em massa", declarou Obama, ao anunciar formalmente uma proposta há muito aguardada para reformar os procedimentos da NSA, agência abalada por revelações feitas pelo ex-consultor americano Edward Snowden.

Obama disse que o plano, que ainda precisa ser aprovado pelo Congresso, permitirá que o governo realize ações de vigilância para impedir ataques terroristas, mas alterará algumas políticas para responder às preocupações de privacidade do público. Um comunicado da Casa Branca afirma que a NSA precisará de ordem judicial para acessar os dados, exceto em "situação de emergência" não especificada.

Nestas circunstâncias, o tribunal seria solicitado a aprovar os pedidos de informações de números de telefone específicos "com base em preocupações sobre a segurança nacional", cita o comunicado. "Esta abordagem garantirá que tenhamos as informações que precisamos para atender às nossas necessidades de inteligência, reforçando ao mesmo tempo a confiança do público na forma como a informação é recolhida e armazenada", declarou Obama.

O presidente americano disse que, devido ao fato de o novo plano não estar implementado na data de expiração de 28 de março, buscará autorização de 90 dias para o programa existente ao Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira (Fisc), com modificações ordenadas por ele em janeiro. "Estou confiante de que esta abordagem responde às preocupações legítimas de privacidade que foram levantadas", frisou.