Receba no seu e-mail

Voltar

Clipping

20/10/2015 às 16:23

Financial Times: Agências de mídia são alvo de investigações nos EUA

Escrito por: Suzana Galdeano
Fonte: Jornal do Brasil

Reportagem do "Financial Times" desta terça-feira (20) afirma que as principais agências de mídia estariam sendo alvo de investigadores norte-americanos especializados na descoberta de fraude e rastreamento de ativos ocultos, incluindo as gigantes WPP, Publicis e Omnicom. A Associação Nacional dos Anunciantes dos Estados Unidos, cujos membros gastam mais de US$ 250 bilhões em marketing e publicidade, informa que selecionou duas empresas para realizar uma investigação sobre uma possível cadeia de abastecimento de notícias exageradas. 
 
Segundo a matéria, uma delas, a  K2 inteligência, eficaz em investigações corporativas e consultoria, fundada em 2009 por Jeremy e Jules Kroll, conta com ex-agentes do FBI no seu quadro de funcionários. A outra é a Firm Decisions, auditoria de mídia que faz parte do grupo Aimquoted Ebiquity. A investigação destaca as maneiras, às vezes controversas, em que as agências compram espaços de publicidade de empresas de mídia em nome de comerciantes. O mercado mundial é dominado por anunciantes de seis agências holdings: WPP, Omnicom, Publicis, IPG, Dentsu Aegis e Havas. Comerciantes norte-americanos estão cada vez mais preocupados com o fato de que estas agências podem estar ganhando dinheiro ilegal por fora de seus gastos de publicidade, como, por exemplo, com descontos não revelados pelas empresas de mídia. 
 
Todas as empresas  negaram qualquer comportamento impróprio. John Wren, presidente-executivo da Omnicom, falou que é considerado um dos homens mais honestos da indústria de publicidade e acrescentou que "Contrato restrito" seria uma condição "fundamental para a relação de confiança entre cliente e agência e que seu negócio é construído desta forma". Já Bob Liodice, presidente da ANA, disse que o escopo de seu trabalho, cujos clientes incluem a Procter & Gamble e Unilever, diz que selecionou as duas empresas depois de vetar 26 candidatos diferentes. "Cada um traz uma perspectiva única e um conjunto de habilidades e recursos poderosos ", disse ele. A ANA tem o objetivo de "desmistificar" a paisagem do mercado publicitário ilegal e "fornecer uma perspectiva esclarecida e transparente". 
 
Em resumo, eles vão sondar o "comportamento não-transparente" de descontos, permutas, pontos obscuros, gestão de inventário, operações globais e gerenciamento de mídia em cadeias de abastecimento. Tom Denford, executivo-chefe de consultoria de mídia da ID Comms, afirmou que havia um risco de que as agências poderiam optar por não cooperar com a investigação da ANA. Mas ele alertou: "Se a agência se recusa a participar, será enviada uma mensagem para os comerciantes alertando que seu modelo não é adequado" . A ANA disse que seu foco na transparência de mídia começou ha três anos atrás. No início de 2014, uma pesquisa com membros da ANA indicaram um crescimento das preocupações sobre a falta de transparência através de uma variedade de práticas de agências.