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Clipping

24/11/2013 às 16:23

Funcionários da EBC encerram greve após acordo de reajuste salarial de 6,3%

Escrito por: Redação
Fonte: Portal Imprensa

Em meio às reivindicações por melhores condições de trabalho e reajuste salarial, os funcionários da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) encerraram nesta sexta-feira (22/11) a greve instaurada desde o último dia 9 de novembro. De acordo com informações da própria EBC, os empregados decidiram voltar às suas atividades após assembleia, em que ficou decidido que uma das propostas apresentadas pela empresa seria aceita. Os profissionais retornam ao trabalho já a partir da meia-noite desta sexta. 

A proposta vencedora prevê um reajuste salarial de 6,36% no primeiro ano do acordo coletivo, valor obtido levando-se em conta o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para correção dos salários (5,86%), mais ganho real de 0,5% retroativo a 1º de novembro de 2013 e outros 0,75% concedido a partir da data-base de 2014. No acordo, que terá vigência de dois anos (2013/2014 e 2014/2015), também foi aprovada a compensação das horas não trabalhadas durante a greve.

Com a proposta, os pisos salariais para funcionário de nível médio passarão de R$ 1.917,00 para R$ 2.038,91, e para nível superior, de R$ 3.208,00 para R$ 3.412,02. Os benefícios, tais como auxílio-creche, auxílio para pessoas deficiência e auxílio-alimentação, incluindo valor extra em dezembro, também terão correção pelo IPCA nos próximos dois anos, retroativos a 1º de novembro. Outro benefício oferecido pela empresa será o vale-cultura, recém aprovado pelo Ministério da Cultura, que instituiu o Programa de Cultura do Trabalhador.

A EBC informou que os valores já corrigidos do acordo serão creditados na folha de dezembro de 2013, a ser paga em janeiro de 2014. 

Entenda o caso

Desde o dia 9 de novembro, os funcionários da EBC optaram pela paralisação de suas atividades como forma de chamar a atenção da empresa para uma série de reivindicações. Entre elas, o reajuste salarial de 2,7% de ganho real em um ano e meio e manutenção de direitos no acordo coletivo de trabalho. Os trabalhadores lutavam também por investimento em formação, além da diminuição da jornada para mães em período de amamentação e a ampliação da licença-paternidade.