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Clipping

02/02/2011 às 12:16

Google acusa o Bing de plágio e engenheiros batem boca ao vivo

Escrito por: Klaus Junginger
Fonte: Computerworld EUA

Segundo a Google, MS tem usado dados dos internautas que usam Internet Explorer com o recurso de Sites Sugeridos e/ou a barra do Bing ativados.

Na manhã de ontem (terça), um post em que o Google denunciava a Microsoft por usar os resultados das buscas em seu site para gerar os resultados de pesquisas feitas no Bing incendiou a comunidade de search (profissionais de busca) do mundo todo.

De acordo com o artigo publicado no Searchengineland, a Google havia armado uma arapuca para os engenheiros do Bing e poderem provar que o plágio estava ocorrendo.

O que fez a Google
Os engenheiros da Google foram instruídos a realizar buscas por termos inéditos, para os quais não havia resultado de busca, enquanto a empresa produzia páginas que atendessem apenas àquele termo. Ao verem que esse resultado estava sendo duplicado no Bing, tiveram certeza de que havia algum mecanismo informando ao buscador da Microsoft sobre a query (pesquisa) e que resultado teria de aparecer.

Segundo a Google, o que a Microsoft tem feito é utilizar os dados repassados pelos internautas que usam Internet Explorer com o recurso de Sites Sugeridos e/ou a barra do Bing ativados.

Em um debate transmitido ao vivo pela internet ontem de tarde pelo site BigThink, Matt Cutts, engenheiro chefe da equipe de webspam da Google, disse que dez laptops foram entregues aos engenheiros da empresa para o experimento. Do outro lado, o VP do Bing, Harry Shum, tentou se explicar.

A defesa do Bing
“Usamos a informação que os internautas nos deram em suas buscas e nosso objetivo era devolver uma SERP (página com resultados) que atendesse aos interesses deles”, disse Shum. Em uma manobra mea culpa, ele ainda afirmou que ambos, Google e Bing, usam o comportamento de busca do internauta nos sites rivais para compor seus algoritmos.

Cutts reagiu com veemência. “Não usamos dados da busca no Bing para parametrar os resultados de busca no Google”, respondeu o engenheiro-chefe.

A coleta de dados é feita com base em duas maneiras. O Bing possui uma barra de ferramentas que, uma vez instalada, colhe as informações de busca e de clique nos resultados. Já a Google há vários meses introduziu os resultados personalizados, em que grava as buscas e o comportamento e as vincula aos perfis da conta Gmail. Mas, para tal, o usuário tem de estar logado no serviço de email do Google, no Youtube ou no Orkut. A outra forma de colher as informações de busca da Google é pela barra de ferramentas da empresa, também responsável por registrar o que foi procurado em sites de busca e qual resultado mais interessou ao internauta.

Spam
Para tentar revidar a acusação de Cutts, Shum tentou empurrar para cima do Google e sua plataforma de publicidade AdWords a responsabilidade por todo o spam (resultados irrelevantes) em buscas na web. “Vocês, na posição de líderes, deveriam combater o spam que o AdWords incentiva”, argumentou Shum. Na perspectiva do VP do Bing, os anúncios Google, presentes em vários sites e blogs, é o mecanismo que movimenta o surgimento de milhões de páginas por dia na internet. A Google cobra do anunciante cada vez que o anúncio é clicado ou exibido determinado número de vezes, dedicando parte dessa renda ao dono do site. Cutts disse que a empresa está revendo seu algoritmo para evitar esse tipo de "contaminação" dos resultados.