Receba no seu e-mail

Voltar

Clipping

25/10/2013 às 13:10

Governo italiano vai obrigar OPA, tornando mais difícil e mais caro controle da Telecom Italia pela Telefónica.

Escrito por: Redação
Fonte: Tele Síntese

Movimento da Telefónica para ampliar o seu controle na Telecom Italia fica muito mais difícil

O Senado italiano acaba de aprovar, por grande maioria de votos, a proposta do governo de modificação da lei sobre a OPA.O secretário de Economia do governo italiano, Pier Paolo Baretta, anunciou ontem (23) que vai editar uma regra para alterar as condições de mudança de controle acionário em alguns tipos de empresa. Entre as mudanças, vai obrigar que as corporações que exerçam controle de fato em operadoras de telecomunicações ou de energia elétrica, sejam obrigadas a fazer oferta pública de ação (lançar OPA) em caso de mudança de controle aconionário. Com isto, o movimento da Telefónica para ampliar o seu controle na Telecom Italia fica muito mais difícil, tendo em vista que sairá muito caro para a operadora espanhola pagar aos minoritários o preço desta oferta pública. Estima-se que o custo deve ser de mais de 15 bilhões de euros.

O acordo firmado pela Telefónica com os controladores da Telecom Italia, pela Telco a holding que controla a italiana, anunciado no mês passado, informa que a Telefónica subscreveu o primeiro aumento de capital, de 323,77 milhões de euros da controladora Telco, mas irá adquirir ações sem voto. Com esta operação, ela aumenta a sua participação econômica no controle da Telecom Italia em 66%, mas mantém seus direitos de voto em apenas 46,18%.

Há um segundo passo, no qual a Telefónica se compromete a ampliar ainda mais a participação de capital, em mais 117,22 milhões, o que elevaria a sua participação econômica para 70%, dependente das aprovações das agências reguladoras do Brasil e da Argentina.

A partir de 1 de janeiro de 2014, se obtiver as autorizações, Telefónica pode converter suas ações preferenciais em ordinárias, resgatando os 64,9% dos direitos de voto. Com esta participação, a Telefónica poderia indicar 5 dos 15 conselheiros da Telecom Italia. Nestas duas etapas, os sócios fariam aumento de capital. No primeiro, a espanhola vai desembolsar 323 milhões de euros. E na segunda etapa , outros 117 milhões.

Com a obrigatoriedade de lançamento de OPAs para todas as empresas que tiverem mais de dois indicados no conselho de administração, como propõe o governo italiano, a compra da telecom italia, pela espanhola seria muito mais cara. Ou seja, continua tudo indefinido na Italia, e, consquentemente, também na TIM Brasil.

Mas este movimento do governo pode apontar para a alternativa de a União assumir assumir parte da dívida da operadora italiana (mais de 45 bilhões de euros) - como sugerem alguns investidores - mantendo essa infraestrutura sob o controle italiano. ( Da redação, com agências internacionais).