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Clipping

22/05/2007 às 08:10

Gravadora EMI é vendida por US$ 4,7 bi

Escrito por: Redação
Fonte: Estado de São Paulo

A britânica EMI, terceira maior gravadora do mundo, anunciou ontem ter aceito a oferta de compra de US$ 4,7 bilhões feita pelo fundo de investimentos europeu Terra Firma. A EMI vinha há tempos negociando uma fusão com a rival americana Warner, a quarta maior do mundo, mas acabou optando pela venda aofundo. Segundo fontes, a Warner agora estaria avaliando a possibilidade de fazer uma oferta maior que a do Terra Firma.

O presidente da EMI, John Gildersleeve, disse em comunicado que a empresa recebeu várias propostas de diferentes partes. Segundo Gildersleeve, 'a oferta da Terra Firma é a mais atraente e fornece dinheiro em espécie agora, sem incertezas, e com o mínimo de risco operacional'.

De acordo com o executivo, a proposta da Terra Firma permite à EMI consolidar sua posição como 'uma das companhias musicais líderes e acelerar o desenvolvimento de sua estratégia digital e na internet para explorar esta oportunidade de crescimento a longo prazo'.

A oferta foi divulgada duas semanas depois que três fundos de investimentos americanos - Cerberus, Fortress e One Equity - manifestaram seu interesse em adquirir a EMI.

A companhia, cujo catálogo inclui artistas como os Beatles, Coldplay e Norah Jones, vinha sendo objeto de rumores de possíveis ofertas no último ano por causa da piora de seus resultados econômicos. A empresa vem sofrendo queda nas vendas de discos provocada por downloads de música na internet, entre outras razões.

O fundo Terra Firma, do empresário britânico Guy Hands, foi criado em 2002. O fundo assumiu este ano o terceiro lugar no mundo no setor de leasing de aeronaves, ao comprar a americana Pegasus. Recentemente, fez uma tentativa de comprar o grupo farmacêutico Alliance Boots,mas não foi bem-sucedido.

ESCÂNDALO

No Brasil, a EMI representa artistas como Marisa Monte e Paralamas do Sucesso, além de licenciar e distribuir DVDs de Chico Buarque e Elis Regina.

No ano passado, a subsidiária brasileira foi responsável por um escândalo de repercussão internacional. A gravadora anunciou ter identificado em seus sistemas internos um fraude contábil que resultara em um valor superestimado de receitas de cerca de # 12 milhões (cerca de R$ 48 milhões) e inflou os lucros operacionais em # 9 milhões (aproximadamente R$ 36 milhões),no balanço do primeiro semestre de 2006. O incidente resultou no afastamento de altos executivos da empresa no País.