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Clipping

21/11/2016 às 15:10

Importação de celulares da China cresce 380%

Escrito por: Luís Osvaldo Grossmann
Fonte: Convergência Digital

A economia em retração mantém em queda a compra e a venda internacional de produtos eletroeletrônicos, como mostram números divulgados pela Abinee com quedas tanto nas exportações (-3,2%) como nas importações (-23,7%) no acumulado de janeiro a outubro deste 2016 – notadamente por serem quedas sobre desempenhos já fracos de 2015.
 
Mas chama a atenção o crescimento das importações de aparelhos celulares em outubro, que dispararam 380% em aparente movimento para as vendas de fim de ano. Segundo a Abinee, a alta representou a compra de US$ 69 milhões em celulares (portanto, para lá de R$ 220 milhões), no maior desempenho desde o Natal de 2014, que bateu em US$ 84,3 milhões.
 
Ainda de acordo com a entidade setorial, os dispositivos chineses dominam: 96% de todos os celulares importados no mês foram comprados na China (US$ 66,5 milhões daqueles US$ 69 milhões. 
 
No geral, como mencionado, o setor eletroeletrônico está bem desaquecido. A queda de 23,7% nas importações ao longo de 2016 (foram US$ 21,1 bilhões) é verificada em todos os segmentos, inclusive telecomunicações (-16,7%), informática (-20,9%) e em componentes (-26,4%) que são o principal item por representar mais da metade do que o país compra de eletrônicos de fora. 
 
As exportações também recuam. No mês, a queda foi de 10,4% na comparação com outubro de 2015. No acumulado de 2016, igualmente retrações nas vendas externas de telecomunicações (-16,2%) e de componentes (-11,4%). “Por outro lado, as exportações de bens de Informática aumentaram 36,7% em relação ao igual período de 2015, atingindo US$ 290,2 milhões, influenciadas pelas vendas externas de impressoras (+129%) e de máquinas de processamento de dados (+49%), que, juntas, somaram US$ 145,5 milhões.”
 
Como resultado, o saldo da balança comercial de eletroeletrônicos foi de US$ 16,4 bilhões, 28% menor do que o registrado entre janeiro e outubro de 2015, movimento verificado desde junho de 2014, em consonância com a queda na atividade econômica no Brasil. “As exportações, por sua vez, desde que a taxa de câmbio começou a recuar e situar-se abaixo de R$ 3,50 por dólar, a partir de junho de 2016, não mostraram mais os resultados positivos que estavam apontando no início deste ano.”