Receba no seu e-mail

Voltar

Clipping

18/01/2011 às 14:23

Indústria aguarda teste de interoperabilidade do Ginga

Escrito por: Miriam Aquino
Fonte: Tele Síntese

Os fabricantes alegam que, sem os testes finais, não podem instalar o software nacional em seus aparelhos de TV.

Os fabricantes de aparelhos de TV alegam que não têm qualquer resistência em instalar o nosso middlware – o Ginga – em seus produtos, mas só poderão fazê-lo após a conclusão dos testes de interoperabilidade (que garantem que o software vai funcionar nas diferentes marcas de TV), que sequer foram iniciados.

Segundo representante de uma das indústrias aqui instaladas – entre elas, Samsung, LG, Panansonic, Philips e Sony –, o Fórum de TV digital (que reúne o governo, a indústria, a academia e os radiodifusores) não conseguiu ainda viabilizar esta suíte de testes, que irá dar a segurança para que os sinais transmitidos e recebidos pelos aparelhos de TV digitais não tenham qualquer problema após a instalação do Ginga.

“O problema é que para a realização desta suíte de testes está previsto gasto de R$ 1 milhão, que precisam ser liberados pelo governo, já que o fórum é uma entidade que não tem recursos próprios”, alega a fonte. E esses recursos nunca foram liberados. “ A indústria não tem qualquer problema em instalar o Ginga embarcado, mas precisa ter a garantia de que ele vai fucionar em todos os modelos”, assinalou o executivo.

Ele observa que na Argentina os fabricantes estão utilizando a versão “light” do Ginga, conhecida como Lua, e não a versão Java, que permite que a TV funcione plenamente como um computador.

Lenta digitalização dos sinais

A fonte assinala ainda que, no segundo semestre deste ano, mais de 80% da população brasileira terá acesso aos aparelhos de TV digital com o set top box embutido (a indústria começa este ano a instalar o equipamento em todos os aparelhos LCD e plasma de 26” ou maiores), enquanto há outros gargalos maiores em outras áreas.

Por exemplo, a digitalização das emissoras de TV não chegou ainda a 40% da população brasileira (conforme dados da Anatel, que considera o município atendido se pelo menos uma emissora emitir os sinais digitais) e não há qualquer definição sobre o canal de retorno que irá permitir a interatividade do telespectador com a internet.