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Clipping

24/08/2010 às 14:01

Indústria apresenta proposta para setop box barato

Escrito por: Lúcia Berbert
Fonte: Tele Síntese

Preço de R$ 240 foi considerado alto pelo governo, que promete negociar isenções em cima da planilha de custos.

A primeira reunião entre governo e indústria para produção de conversores da TV digital em larga escala e de baixo custo teve mais um capítulo nesta segunda-feira (23). Representantes da Totvs, Positivo, Visiontech, Eletropar e Semp Toshiba apresentaram uma proposta de solução de sistema integrado – composto de hardware, software e aplicativos – com preço final de R$ 240, além do que o governo pretende, de no máximo R$ 200.

O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Roberto Pinto Martins, disse que foi pedido às empresas que apresentem a planilha de custo do produto, que envolve produção, software, tributos e distribuição, para saber qual item pressiona mais o preço final, já que o custo de produção é avaliado em US$ 35. Nova reunião está marcada para o dia 8 de outubro, para consolidação de negociações por setores, que acontecerão ao longo do mês de setembro.

A ideia é começar a fabricação dos 15 milhões de conversores em março de 2011, mas a meta somente será atendida em 2013. O setop box terá que trazer o middleware ginga, que permite a interatividade do sistema. E o público-alvo são as classes D e E, que não trocará de televisor em curto prazo e nem pode pagar o preço alto cobrado pelos poucos conversores no mercado, de no mínimo R$ 280, sem o ginga.

Segundo o assessor especial da Casa Civil, André Barbosa, os representantes da Totvs, Positivo, Visiontech, Eletropar e Semp Toshiba, que participaram da reunião, pediram isenção de impostos federais, como PIS/Cofins e de importação de insumos. Essa questão será debatida em profundidade em nova reunião a ser realizada no Ministério da Fazenda, em um prazo entre 15 e 20 dias.

Antes disso, os empresários se reúnem com o superintendente de telecomunicações do BNDES, Alan Fischler, para discutir formas de captação de recursos do banco para produzir o setop box. Os recursos deverão ser disponibilizados por meio das linhas de financiamento disponíveis no PROTVD. Outras reuniões estão previstas com os bancos oficiais – Caixa e Banco do Brasil-, que devem financiar a compra dos conversores pela população.

Uma terceira reunião sobre conteúdo também acontecerá ainda em setembro, com a participação de representantes dos ministérios da Saúde, Educação, Cultura, Fazenda e Trabalho, para definição dos aplicativos residentes no conversor. Além disso, será tratada a possibilidade de realização de campanha publicitária para incentivar o uso da interatividade.

“Somente depois de plenamente disseminada as possibilidades da interatividade, com a efetiva adesão dos radiodifusores, poderemos discutir a interatividade plena da TV digital, que depende de canal de retorno”, disse Barbosa. Ele ressalta que esse canal de retorno poderá ser incluído no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

A reunião desta segunda-feira aconteceu no Ministério das Comunicações e, além dos representantes da indústria, teve a participação de Alan Fischler, do BNDES, diretores da Caixa e do Banco do Brasil, e dos ministérios da Fazenda, Ciência e Tecnologia e Desenvolvimento. Os diretores dos bancos pediram que o projeto atenda também à classe C.