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Clipping

08/11/2010 às 03:44

Inserção digital, um direito

Escrito por: Editorial
Fonte: Diário Catarinense

A rede estadual de ensino público está aposentando o giz e o quadro-negro, e investindo em laboratórios de informática e outras ferramentas tecnológicas para as suas 1.350 escolas de nível fundamental e médio. Este é um processo que precisa ser acelerado, e estendido, também, aos estabelecimentos municipais de ensino em todos os rincões catarinenses.

Com efeito, foi-se o tempo em que saber ler e escrever – e nunca será demais lembrar que o Brasil ainda tem 14,2 milhões de analfabetos e mais 30 milhões de analfabetos funcionais – era suficiente para ter acesso ao conhecimento e ao mercado de trabalho. Hoje, além de dominar a escrita, a leitura e os cálculos básicos, é preciso saber usar o computador e a internet, ou seja, dominar as novas tecnologias. Sem isso, o indivíduo não terá oportunidades de inserção produtiva na sociedade. Ademais, a inserção digital é um novo direito em si e um meio de garantir outros direitos da cidadania.

Trata-se de definir políticas públicas permanentes para, também, eliminar do país o “analfabetismo digital”, treinando os professores para o uso eficiente das ferramentas digitais – dos computadores à lousa touch – nas salas de aula, e abrindo as portas dos novos saberes aos alunos, desde o nível fundamental. E, por óbvio, garantir os recursos para tanto. Dos governos que assumem o comando em janeiro, isto há que ser exigido.

Além disso, a utilização dessas novas tecnologias pode ter “efeitos colaterais” desejáveis, como diminuir a evasão escolar e a repetência e, até mesmo, reduzir a violência nas escolas, que têm na falta de interesse dos alunos pelas aulas uma de suas principais causas.