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Clipping

09/10/2013 às 22:00

Jornalista diz que podem existir mais dados sobre espionagem

Escrito por: Redação
Fonte: Vermelho

Na audiência pública da CPI da Espionagem, nesta quarta-feira (9), o jornalista e advogado norte-americano Glenn Greenwald, disse que podem existir mais documentos de ações de espionagem do governo norte-americano contra o Brasil. Ele disse que todas as i

Ele destacou que há limitações para analisar os documentos entregues pelo ex-prestador de serviços da Agência de Segurança Americana (NSA, em inglês) e não descartou que novas ações de espionagem possam ter ocorrido contra o País.

"Infelizmente eu não sei tudo sobre este programa (usado pela agência dos EUA para espionar), mas o que eu sei eu já publiquei", afirmou o jornalista, que foi o autor das denúncias de espionagem feita pela Agência Nacional de Segurança (NSA, no acrônimo em inglês), que teria atingido inclusive a presidente Dilma Rousseff.

O jornalista se negou a entregar os documentos que dispõe para ajudar a CPI nas investigações. "O governo e o jornalismo são separados e precisam ser separados", alegou, afirmando que assumiu muito risco ao publicar as informações.

Audiência com Snowden

Presente à audiência pública, o companheiro do jornalista, o brasileiro David Miranda, explicou que se a CPI quiser "informações reais" e "detalhes", o governo brasileiro poderia trazer ao Brasil ou até conceder asilo político ao norte-americano Edward Snowden, técnico de informática que trabalhava para a Agência Central de Inteligência (CIA, no acrônimo em inglês).

Snowden recebeu em agosto um asilo provisório do governo russo por um ano. Glenn Greenwald disse que conversa praticamente todos os dias com o ex-prestador de serviços da NSA.

A presidente da CPI, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), em entrevista no último dia 9, não descartou a hipótese de integrantes da CPI irem à Rússia ouvir Snowden. A ida dos senadores a Moscou depende de autorização do governo russo.

O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), relator da CPI, disse que, em julho, a Comissão de Relações Exteriores do Senado, da qual é presidente, aprovou uma moção de apoio para que o governo brasileiro concedesse asilo ao ex-prestador de serviços da NSA.

Ricardo Ferraço sugeriu que a CPI aprovasse dois requerimentos. O primeiro, endereçado ao advogado de Snowden, para que o cliente pudesse participar de uma teleconferência para ouvi-lo. O segundo, ao governo da Rússia, para saber se o ex-prestador de serviços da NSA poderia participar dessa interlocução com a comissão.

Greenwald mora no Rio de Janeiro com seu companheiro. David Miranda foi detido no aeroporto de Heathrow, em Londres, em 18 de agosto passado, quando embarcava para o Brasil. Foi interrogado por nove horas seguidas. As autoridades britânicas confiscaram seu telefone e os equipamentos de informática que trazia consigo. Foi libertado sem qualquer acusação.

Da Redação em Brasília
Com agências