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04/01/2016 às 15:12

Justiça da Argentina decide encerrar ação contra Macri por escutas ilegais

Escrito por: Redação
Fonte: Opera Mundi

Desde 2009, Justiça investigava as supostas escutas ilegais de presidente a parente de uma vítima do atentado contra associação judaica Amia em 1994

A Justiça da Argentina encerrou nesta terça-feira (29/12) uma ação sobre escutas ilegais que tinha como um dos réus o presidente da Argentina, Mauricio Macri, empossado no último mês.
 
A decisão de suspender a ação foi emitida pelo juiz federal Sebastián Casanello, mas ainda não é final, pois cabe recurso, explicaram fontes judiciais à Agência Efe.
 
Casanello tinha dado por encerrada a etapa de coleta de provas em 30 de novembro, apenas uma semana depois da vitória de Mauricio Macri nas eleições gerais, que colocaram fim a 12 anos de kirchnerismo no país.
 
O promotor da causa, Jorge Di Lello, se pronunciou a favor do encerramento do processo no começo de dezembro.
 
Desde 2009, a Justiça investigava as supostas escutas ilegais a Sergio Burstein, parente de uma vítima do atentado terrorista contra a associação judaica Amia (Associação Mutual Israelita Argentina), que matou 85 pessoas em 1994, pelo ex-chefe da Polícia Metropolitana de Buenos Aires, Jorge "Fino" Palacios.
 
Em 2010, a denúncia contra Macri foi aceita e ele passou a responder na Justiça pelo caso. A ele, se imputa haver utilizado a estrutura da Polícia Metropolitana, criada por ele em 2008, para realizar espionagem ilegal em conivência com funcionários de seu governo.
 
A defesa de Mauricio Macri sempre alegou que não há provas suficientes de que ele esteja envolvido no esquema de espionagem. Em entrevista a um programa televisivo a dias do segundo turno, Macri foi questionado pelo jornalista e advogado Darío Villarruel sobre sua campanha anticorrupção enquanto está processado pela Justiça e evadiu a resposta. O então candidato disse que a causa penal foi "uma invenção do kirchnerismo" e acusou Villaruel de querer constrangê-lo.
 
Em abril de 2013, a Polícia Metropolitana acompanhou operários contratados pelo governo da cidade de Buenos Aires para demolir uma oficina de reabilitação do hospital psiquiátrico José Tiburcio Borda. Diante da resistência de médicos e pacientes, a força policial os reprimiu com violência e deixou 50 feridos. Macri havia sido acusado de envolvimento no caso, mas uma sentença o livrou de mais um processo em fevereiro deste ano, nove meses antes de sua vitória nas eleições.