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Clipping

24/04/2007 às 08:26

Loja processa Warner por críticas a DRM

Escrito por: Redação
Fonte: Info Exame

NOVA YORK - A AnywhereCD abriu processo contra o Warner alegando violação de contrato, difamação e calúnia comercial.

Mas a Warner Music rebateu informando ter aberto um processo em que solicitava a um tribunal o cancelamento de seu contrato com a AnywhereCD.

A disputa original deriva de uma carta precatória enviada na semana passada pela Warner Music que pede que a AnywhereCD, cujas atividades envolvem venda de música em formato de CD ou MP3, suspendesse as vendas de álbuns de seus artistas na forma de arquivos de MP3 sem DRM, um formato digital desprovido de proteção contra pirataria.

A Warner Music, como duasdas outras mais importantes gravadoras, Universal Music e Sony BMG Music Entertainment, no momento só vende música em formato digital protegido contra pirataria, um sistema conhecido como administração digital de direitos autorais (DRM).

Sistemas DRM são usados por parceiros de varejo das gravadoras, como a iTunes Music Store, da Apple, para impedir a cópia e distribuição ilegal de canções pela Internet.

O EMI Group, terceira maior gravadora do mundo, recentemente anunciou que abandonaria o uso de DRM em seus arquivos de música.

A AnywhereCDabriu seu processo no tribunal federal norte-americano para o sul da Nova York, alegando que a Warner Music, a quarta maior gravadora mundial, havia agido 'de má fé e com intenção malévola'.

A Warner Music entrou em disputa com a AnywhereCD depois que esta começou a oferecer álbuns em formato MP3 para venda, além de oferecer uma opção a preço mais elevado que incluía um CD e um álbum em MP3. Segundo a Warner, a AnywhereCD não tem licença para vender seu conteúdo em formato MP3.

Na sexta-feira, a Warner Music divulgou comunicado reiterando que a AnywhereCD havia 'violado de maneira flagrante' os termos do acordo entre as duas empresas.

'Lamentamos que tenhamos sido obrigados a exercer nosso direito contratual de exigir a remoção do conteúdo de seu site', afirma o comunicado. Por Yinka Adegoke, da Reuters