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Clipping

06/04/2017 às 20:06

Mais que tecnologia, blockchain é um modelo de negócios

Escrito por: Roberta Prescott
Fonte: Convergência Digital

As iniciativas de blockchain no Brasil ainda estão sendo feitas com um olhar direcionado para o lado da tecnologia e não dos negócios, o que na opinião de Gustavo Paro, da Microsoft, é uma estratégia errada. Ao conduzir painel sobre a maturidade do conceito no Brasil, durante o evento Emerging Links, realizado em São Paulo, Paro apontou que, apesar de as empresas afirmarem que blockchain representa uma oportunidade de negócio, elas acabam alocando orçamento para projetos somente depois que foi criado algum protótipo funcional para a ideia. 
 
O executivo destacou que a indústria financeira está bastante empenhada em desenvolver aplicações usando a tecnologia, mas ressaltou que tem recebido demandas de outras verticais, como varejo. Nesta mesma linha, Oliver Cunningham, da KPMG, lembrou que a adoção de blockchain proporciona melhoria da eficiência e aumento da confiança para diversas indústrias. "Mais modelos de negócios serão criados", ressaltou.   
 
Cunningham chamou a atenção para o potencial do uso do blockchain para transpor barreiras de confiança e ressaltou que os desafios de design das plataformas são a parte mais complicada do processo. Ele acredita que a indústria ter de chegar a um consenso com relação ao padrão, mas disse que não tem a resposta de como terá e se haverá um DLT (distributed ledger technology) público.
 
Integrantes do painel, Igor Freitas, do Itau, Alan de Genaro, da B3 (resultado da fusão da BM&FBovespa com a Cetip para formar a B3 — Brasil, Bolsa e Balcão) e George Marcel, do Bradesco, defenderam que a importância da interoperabilidade.  "Acho que teremos um conjunto de fábricas disponíveis, não 25 como hoje, mas um conjunto mínimo de fabrics que poderemos testar. O que não faz sentido é termos várias para um mesmo modelo de negócio", explicou Freitas. Para Genaro, ter uma linguagem única seria suficiente. Já Marcel disse não acreditar em um padrão único. "A interoperabilidade será crucial", pontuou.