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Clipping

11/09/2013 às 05:12

Marta articula parceria com Beaubourg

Escrito por: Redação
Fonte: Ministério da Cultura

O Brasil pode abrigar um espaço Georges Pompidou (Beaubourg) em um museu, uma universidade, centro cultural ou até mesmo em espaço comercial. Seria o primeiro projeto da instituição parisiense no exterior - e na América Latina algo exclusivo por muitos anos. A ideia foi desenvolvida em conversa do presidente do centro cultural, Alain Seban, com a ministra da Cultura, Marta Suplicy.
 
Seban recebeu a ministra (foto à esquerda) em visita neste sábado (07/09) e apresentou a ela a concorrida exposição de Roy Lichtenstein, pintor que se consagrou fazendo Pop Art. Essa exposição vai até o dia 4 de novembro. No Beaubourg a ministra também foi cumprimentada pelo artista plástico Georg Baselitz, que autografava "Le Coté Sombre".

"Seban propõe uma parceria de pelo menos quatro anos com o Brasil. Levará peças do acervo permanente, organizará exposições especiais e realizará workshops com artistas. Só o acervo permanente do Pompidou supera 90 mil peças. É impressionante a rapidez com que renovam exposições, de seu gigantesco acervo e é muito importante e interessante para o Brasil uma parceria como esta", explica a ministra Marta. Ela disse que Seban já pode contar com o apoio e empenho do Ministério da Cultura (MinC).

O presidente do Pompidou esteve no Rio de Janeiro há cerca de três meses. Visitou o Museu do Mar (Rio de Janeiro). O espaço inaugurado nas presenças da Presidenta Dilma Rousseff e da ministra Marta Suplicy ocupa dois edifícios na Praça Mauá, entre o Centro e a Zona Portuária. Um dos prédios é o Palacete Dom João VI, construído em estilo eclético. O outro, adjacente ao palácio, era utilizado como terminal rodoviário antes de ser integrado ao museu, que nasceu reconhecido símbolo da revitalização de uma das regiões mais antigas da cidade.

'Voltei do Rio de Janeiro convencido: o país que deve abrigar nossa proposta é o Brasil. Vemos que o país que tem maturidade em arte, em museologia, mercado; há críticos de arte e também possibilidades de apoio e, portanto, é um ambiente que tem tudo para essa ideia prosperar", afirma Seban.

Mais um ponto a favor de levar adiante o projeto, na visão do presidente do Pompidou, é que já existe sólida relação política entre França e Brasil . "Uma ação como esta fortalecerá laços; também difundirá a cultura e a língua francesa (o soft power deles)."

A ministra e Seban discutiram a questão da preservação do acervo. E Seban disse que hoje o Pompidou tem tecnologia para vencer desafios como o clima, sem ter que ambientar toda a sala da esxposição. "Vamos instalar em ambiente cuidadosamente preparado para que as peças não sofram degradação"

Pompidou - Fundado em 1977, o Centro Nacional de Arte e Cultura Georges-Pompidou abriga museu, biblioteca, teatros e outros equipamentos culturais. Desenhado pelos arquitetos Reno Piano (italiano) e Richard Rogers (inglês), foi considerado extremamente arrojado (exemplo de arquitetura high-tech - tubulações aparentes, escadas rolantes externas e estruturas em aço). A sua implantação contemplou integrar espaço público (a praça do Centro) para o qual as suas atividades internas se estendem.

É um dos lugares mais visitados de Paris. Na biblioteca do centro há uma vasta coleção de livros, acesso gratuito à internet, jornais e revistas de todas as partes do mundo e televisões com canais internacionais.

Seban - O atual presidente do Pompidou, Alain Seban, já foi conselheiro de cultura e mídia e de educação da Presidência da República. Foi responsável por supervisionar a negociação do Acordo Intergovernamental sobre o Louvre Abu Dhabi e a inauguração, em 2006, do Musée du Quai Branly . Assumiu o Pompidou em abril de 2007, num primeiro mandato. Atualmente, cumpre segundo mandato. No plano estratégico de Seban, o Pompidou passou a funcionar com foco em ser um museu antenado com a proposta de arte global, aberto a novas experiências, multidisciplinar e de difusão da arte contemporânea.

(Texto e fotos: Montserrat Bevilaqua)