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Clipping

08/07/2015 às 13:36

Microsoft vai demitir mais 7,8 mil

Escrito por: Rafael Bucco
Fonte: Tele.síntese

Medida faz parte de reestruturação corporativa e afeta, principalmente, divisão de celulares. Objetivo é melhorar desempenho no mercado móvel

A Microsoft anunciou hoje, 8, que vai demitir mais 7,8 mil funcionários, a maioria na divisão de telefonia. Os cortes vão resultar em uma despesa adicional neste ano de mais de US$ 8,45 bilhões.  Ano passado, a companhia já havia dispensado 18 mil pessoas.
 
Satya Nadella, CEO da Microsoft há pouco mais de um ano, escreveu um email aos funcionários explicando os planos. A meta da reestruturação, diz, é reinventar a divisão de telefonia. “Estamos saindo de uma estratégia de crescimento apenas da divisão de celulares para uma estratégia de crescimento e criação de um ecossistema Windows que inclua os dispositivos”, diz. 
 
No curto prazo, a empresa deve reduzir o portfólio de aparelhos, com foco em três segmentos de consumidores. A equipe de desenvolvimento de celulares ficará focada em criar modelos com recursos de gerenciamento, segurança e produtividade; de baixo custo para comunicações básicas; e os top de linha para mostrar o poder do Windows nas plataformas móveis. Segundo ele, o foco da “reinvenção” da empresa será adicionar o conceito de mobilidade em todos os produtos que a empresa faz.
 
No último trimestre, o terceiro do seu ano fiscal, a companhia registrou alta na receita, mas queda nos lucros. No último mês, a empresa vendeu para o Uber parte de sua divisão de mapeamento e assinou acordo com a AOL para se responsabilizar pela gestão de publicidade na plataforma Bing. A AOL também passou a usar o Bing como mecanismo de busca.
 
Quando comprou a unidade de celulares da Nokia, a Microsoft pagou US$ 7,17 bilhões na esperança de acelerar a penetração do Windows entre os smartphones. O idealizador do negócio foi o ex-CEO, Steve Ballmer. Na época, Bill Gates e Nadella teriam se posicionado contra o negócio.
 
Os planos de crescimento com a aquisição não se realizaram. A versão do sistema operacional da companhia hoje ocupa um distante terceiro lugar nos dispositivos móveis no mundo, com participação de mercado na casa dos 3%, segundo levantamento recende da consultoria IDC. A empresa não comenta como as mudanças vão afetar a subsidiára no Brasil.