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17/11/2012 às 17:21

Ministério da Cultura nega liberação de recursos para a Mangueira

Escrito por: Redação
Fonte: O Globo Online

A Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura informou, por meio de nota divulgada neste sábado, que não liberou recursos para o G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira, conforme denúncia do Jornal O Dia publicada nesta sexta-feira. O esquema envolveria o presidente da escola de samba, Ivo Meirelles, e um funcionário do ministério. Meirelles teria confessado por telefone ao deputado Chiquinho da Mangueira (PMDB) o pagamento de propina a um servidor do MinC.

O objetivo da transação seria regularizar contas não prestadas pela escola ao ministério e, com isso, liberar aproximadamente R$ 5 milhões em patrocínios para a confecção do último desfile, sobre os 50 anos do bloco Cacique de Ramos.

O Ministério da Cultura afirmou que o projeto para captar recursos foi aprovado em 23 de dezembro do ano passado, mas acabou arquivado porque a agremiação não cumpriu as exigências necessárias dentro do prazo de 30 dias.

Procurado pelo GLOBO nesta sexta-feira, Ivo negou as negociações fraudulentas e afirma que a Mangueira não recebeu verbas por meio do MinC para o desfile de 2012.

— Chegamos a fazer um projeto para captar patrocínios via Lei Rouanet. Mas, quando o projeto foi aprovado, havia exigências para resolver pendências deixadas por administrações anteriores da escola. Qualquer verba ficaria retida até que tudo fosse regularizado. Percebi que isso não seria possível e nem me mexi para captar patrocínio. Deixei o projeto de lado. A Mangueira não recebeu esse valor de R$ 4 milhões — afirma Ivo Meirelles, acrescentando que as suspeitas levantadas contra ele estão prejudicando a escola.

— Esse tipo de suspeita infundada não prejudica o Ivo, mas a Mangueira. Empresas que apoiam a escola estão se afastando. Temos 200 funcionários, que dependem da escola para sustentar suas famílias — concluiu Ivo, dizendo que se reuniria com diretores da escola para tratar do assunto e estudar medidas judiciais.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público do Estado do Rio, escutas telefônicas que integram um inquérito a cargo da 8ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal e da 17ª DP (São Cristóvão) contém indícios de fraude envolvendo Meirelles e um funcionário do MinC. O MP informou que, por envolverem um funcionário do órgão da União, os indícios da suposta fraude foram encaminhados ao Ministério Público Federal para apuração.