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Clipping

21/12/2010 às 12:21

Ministério das Comunicações participa de seminário sobre apagão analógico

Escrito por: Andréa Xavier
Fonte: Ministério das Comunicações

Representantes de seis países sentaram-se juntos na última semana para discutir o futuro da era digital na Televisão em um seminário internacional realizado na capital chilena, Santiago. Técnicos dos governos da Espanha, França, Alemanha, Japão, Chile e Brasil se encontraram para trocar experiências e debater políticas de migração do padrão analógico para o digital. O assessor da Secretaria de Telecomunicações, Flávio Lenz, representou o Ministério das Comunicações brasileiro na conferência.

O desligamento da TV analógica (ou, no jargão técnico, switch-off ) está previsto para ocorrer no Brasil em 2016, ou seja, dez anos após o início da implantação do padrão nipo-brasileiro de TV Digital. Hoje, não há definição sobre a conduta a adotar quando a digitalização da TV aberta estiver completa. “A ideia de participar do seminário foi exatamente esta – aprender com as experiências de outras nações, ainda que as discussões em vários pontos fora do Brasil também estejam em estágios iniciais. Estamos levantando possibilidades que deverão ser analisadas nos próximos anos”, explicou Flávio Lenz.

Entre as etapas a serem seguidas para realizar o apagão analógico, estão a definição sobre o destino das faixas de frequência do espectro que serão liberadas após o switch-off e a adoção de estratégias para informar a população sobre as mudanças nas transmissões. O uso da interatividade e o fomento do governo para a massificação do Ginga (middeware brasileiro que permite a interação com o telespectador) também fazem parte desse cenário. Além disso, o desligamento envolve, ainda, o estudo sobre as formas de fornecer o acesso dos brasileiros aos conversores digitais (set-top boxes) e sobre a operação de todos os radiodifusores usando a nova tecnologia. A expectativa é que a digitalização completa da TV promova mudanças econômicas e sociais. A previsão para a indústria de transmissores no Brasil, por exemplo, é atingir um mercado superior a R$ 500 milhões.

Na última sexta-feira, 17, o assessor da Secretaria de Telecomunicações, Flávio Lenz, participou, ainda, de uma reunião técnica sobre a cooperação oferecida pelo governo brasileiro na implementação da TV Digital em território chileno. Junto com Chile e Brasil, outros sete países fazem parte do grupo de nações da América Latina que adotaram o padrão nipo-brasileiro de TV Digital: Argentina, Venezuela, Bolívia, Paraguai, Peru, Equador e Costa Rica. Na Ásia, além do Japão, a tecnologia está presente nas Filipinas.