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Clipping

02/04/2009 às 00:45

Mobilidade ainda é um problema para empresas de TV a cabo

Escrito por: Samuel Possebon, de Washington
Fonte: PAY-TV

Enquanto os operadores de TV a cabo nos EUA mostram um certo grau de apreensão em relação ao impacto que a crescente distribuição de conteúdos online pode causar no mercado de TV paga, para os programadores este parece ser um caminho sem volta. "O fato é que a distribuição online é a nossa alternativa hoje, porque o modelo de video-on-demand ainda não está desenvolvido como deveria e é complicado para o usuário", disse John Lansing, presidente da Scripps Networks, programadora responsável por canais dedicados a estilos de vida como o HGTV e FoodNetwork, durante debate realizado no primeiro dia da NCTA Cable 2009, que acontece esta semana em Washington.

Para Bonnie Hammer, presidente da divisão de TV paga da NBC Universal, o modelo do cabo foi até hoje o melhor para os programadores, mas a realidade digital impõe a busca de um novo modelo. Ela lembrou ainda que existe um novo desafio a ser vencido, que é o fato de que os melhores conteúdos (hoje reservados à TV paga) serem justamente os que tem o maior potencial de receita publicitária. "Se quisermos ganhar dinheiro com publicidade na mídia online, teremos que oferecer esse conteúdo". A questão, então, é quem, no final das contas, pagará pela produção do conteúdo original premium, pondera Rich Battista, presidente da divisão de TV paga da Fox.

Para Bonnie Hammer, o desenvolvimento de conteúdo original para plataformas com menor potencial de receita exige ajustes. Por exemplo, evitar a programação seriada como se faz na TV por assinatura. "O ecossistema em que vivemos é muito frágil. Os operadores dependem de nosso conteúdo, nós dependemos deles mas existe uma pressão do usuário por mudanças. É preciso achar um equilíbrio", diz a executiva da NBC.

"Há duas reações exageradas que um programador pode ter diante da realidade da distribuição online. Uma é colocar todo o conteúdo dele, de graça, na internet. E a outra é não colocar nada", diz Lansing.