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Clipping

31/08/2016 às 16:50

Na Índia, Justiça e governo também questionam mudanças no Whatsapp

Escrito por: Redação
Fonte: Convergência Digital

E vai se espalhando a reação contra a mudança na política de privacidade do Whatsapp, que vai passar a compartilhar dados dos usuários com o Facebook, empresa que comprou o aplicativo de mensagens em 2014. Agora é a Índia que resolveu vasculhar os impactos da revisão dos compromissos do app. 
 
A Suprema Corte da Índia quer que o Departamento de Telecomunicações (equivalente ao ministério das comunicações no Brasil) e a agência reguladora de telecom (TRAI) avaliem as alegações de que a mudança vai prejudicar a privacidade dos usuários. 
 
A medida foi tomada a partir das queixas apresentadas por dois usuários do Whatsapp àquela Corte, alegando que os novos termos de uso contradizem promessas feitas pelo aplicativo sobre a proteção à privacidade e de que não haveria publicidade no serviço. 
 
“A política de privacidade está em forte contrataste com a política existente desde 7 de julho de 2012. Em sua primeira revisão, em 25 de agosto de 2016, os denunciados (Whatsapp, Facebook Inc. e Facebook India) introduziram uma política que compromete severamente os direitos dos usuários e torna os direitos à privacidade dos usuários completamente vulneráveis”, sustenta a petição. Agência e Departamento têm duas semanas para responder. 
 
Desde o anúncio do Whatsapp de que passaria a compartilhar dados com o Facebook, diferentes entidades e órgãos governamentais revelaram preocupações com a nova política. Na Europa, a autoridade de proteção de dados do Reino Unido avisou que iria vigiar de perto os impactos, sendo logo seguida pelo Artigo 29, o grupo que reúne agências de proteção de dados de todo o bloco.
 
Nos Estados Unidos, o Electronic Privacy Information Center, entidade de defesa de liberdades civis, indicou que pode apresentar novo processo contra o aplicativo por entender que a nova política fere os compromissos firmados em 2014, quando foi comprado pelo FB.
 
É que quando o governo americano autorizou a compra, exigiu de ambas as empresas compromissos de manutenção das políticas de privacidade então vigentes.