Receba no seu e-mail

Voltar

Clipping

26/09/2016 às 14:36

Nextel dá status estratégico à TI e reestrutura modelo de negócios

Escrito por: Ana Paula Lobo
Fonte: Convergência Digital

Não existe setor mais desafiado hoje no Brasil do que o de Telecomunicações e TI não é mais pura Tecnologia, mas, sim, uma aliada para o desenvolvimento estratégico dos negócios e para a manutenção do ativo mais caro às operadoras: os assinantes, pontua o COO (Chief Operation Officer) da Nextel, Jorge Braga. Em entrevista exclusiva ao portal Convergência Digital, ele revela que, hoje, a TI está sob o controle direto da direção da operadora, com o presidente, Francisco Valim à frente. Assim como, o CIO participa das reuniões cruciais dos negócios.
 
"TI é produto. Precisamos que as demandas solicitadas sejam cumpridas com eficiência. A TI tem de ser uma provedora de soluções e, não, uma área a mais no negócio e que venha a gerar problemas", diz Braga. Ele conta que para ter essa TI planejada, a Nextel reestruturou o modelo de negócios. "Os projetos eram demandados e não eram realizados. Havia uma lista com 260 pedidos não atendidos na TI. Com o redesenho, essa demanda caiu para 60 e todos estão sendo monitorados, fiscalizados e cumpridos", acrescenta o COO, que assumiu o papel de ser o responsável direto pela TI.
 
Uma das ações relevantes dessa nova TI, que possui uma estrutura 30% mais enxuta e passou a contar com um executivo, responsável por analisar os contratos e monitorar permanentemente o escopo de todos os projetos, foi a criação de um 'escritório de projetos'.  Essa iniciativa concentrou todas as demandas da TI tradicional. "Os projetos não podem ser pedidos sem uma lógica voltada para o negócio. O nosso CIO é ouvido pela direção e dar a exata precisão do retorno. Tecnologia por Tecnologia não é o nosso alvo", relata Jorge Braga.
 
A governança é o segredo para ter uma TI mais eficiente, acrescenta ainda o COO da Nextel. Segundo ele, respeitar o orçamento e alinhar os negócios orientados para clientes são decisões que exigem persistência e resiliência. Assim aconteceu a renegociação - dura - com os fornecedores. “Não renegociamos os contratos para baixar preço simplesmente. Criamos níveis de serviços específicos para termos os contratos. Não falamos em redução de budget. Mas em mais serviços e, principalmente, serviços mais eficientes". 
 
Mais um exemplo desse modelo foi a renegociação com as fábricas de software. Antes eram 22 fornecedores. Hoje, são apenas três. "A concentração não foi, insisto para reduzir o orçamento, apesar de termos conseguido baixar os custos operacionais em 34%, mas aconteceu para termos mais produtividade e eficiência", relata Braga.
 
A Nextel também distinguiu a TI tradicional da TI Digital. "Nossa área digital tem as suas demandas, mas que estão sob a supervisão do nosso CIO. Mas eles têm a independência para tratar dos seus problemas, com a aprovação da direção. Aqui, de novo, os principais executivos estão à frente", diz Braga. A visão da Nextel é bem definida nessa área da transformação digital. "A experiência digital não é um front end da Internet ou do mundo móvel. Vai muito mais além".
 
Braga faz questão ainda de deixar claro: a TI Digital não é a área responsável pela Inovação. "Inovação é da empresa como um todo. Não há uma área específica. Lançamos o nosso aplicativo de atendimento em 2014 e, hoje, ele responde por 70% dos nossos atendimentos. A nossa URA também responde 55% das questões com os clientes. Isso é inovar como empresa. Criar mecanismos que simplifiquem o atendimento com o cliente", ressalta o COO da Nextel.
 
Sem revelar os valores investidos na remodelação da área de TI - com a justificativa que a mudança fez parte de um projeto de reestruturação da Nextel Brasil, que nos últimos nove meses conseguiu EBTIDA positivo - Braga diz que há metas estabelecidas para serem cumpridas. E uma delas é chegar a zero no atendimento de chamadas por problemas de qualidade de serviço. "E para chegar a essa marca vamos manter a TI pragmática, eficiente e cumpridora das suas demandas- e reforçar a governança com ações efetivas de gestão", completa o executivo.