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Clipping

17/12/2013 às 09:32

Nextel se reposiciona no mercado de telefonia

Escrito por: Redação
Fonte: ABINEE

Desde o início das operações no Brasil, em 1997, a Nextel é conhecida por oferecer a seus clientes o serviço de rádio. Contudo, quando as concorrentes lançaram promoções de chamadas ilimitadas, sua participação no mercado ficou restrita a nichos. Em busca de espaço, a empresa investiu R$ 1,2 bilhão em leilão de espectro para rede 3G em 2010 e agora se reposiciona como operadora completa, oferecendo voz e dados. Para 2014, a companhia promete entrar na disputa pelos clientes 4G.
- Estamos de volta ao jogo - diz Gokul Hemmady, diretor executivo da Nextel no Brasil. Antes restrita a aparelhos compatíveis com serviços de rádio, a Nextel agora vende cartões SIM que funcionam em qualquer celular. A operadora também está ampliando a oferta de smartphones nas lojas da rede. Hoje, já é possível comprar o Moto X ou o Galaxy S4. Até o fim do ano, serão ofertados os LGs G2, L5 e L3.

A empresa também investiu na rede de lojas: este ano foram abertos cem novos pontos de venda apenas no estado do Rio de Janeiro. Esse movimento faz parte da estratégia focada nos clientes pós-pago de banda larga móvel no Rio e em São Paulo. - Nosso foco é bem restrito. Nós miramos no consumidor de serviço 3G pós-pago no Rio e São Paulo - afirma Hemmady. Para isso, a operadora oferece pacotes mais em conta que a concorrência. O plano mensal com 300 minutos para chamadas para outras operadoras, 3GB de franquia de internet 3G, rádio e SMS ilimitados, custa R$ 99. O vice-presidente de Marketing da Nextel no Brasil, George Dolce, explica que esse valor só é possível por causa do "bill and keep", política adotada pela Agência Nacional de Telecomunicações no fim do ano passado para permitir que pequenas operadoras consigam concorrer com as grandes. Com isso, a companhia é isenta do pagamento da taxa de interconexão.
- E nós repassamos essa vantagem para o cliente - explica Dolce.

Para o ano que vem, a Nextel planeja iniciar as atividades com o 4G no Rio de Janeiro. O diferencial é que a rede vai operar em 1,8 GHz, frequência usada em um grande número de países, não o 2,6 GHz adotado pelas quatro grandes operadoras. Entre as vantagens estão a possibilidade de usar aparelhos adquiridos em outros países e a melhor cobertura indoor.
- A topologia da rede 3G foi construída pensando na expansão para o 4G - diz Dolce.