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Clipping

23/10/2013 às 09:33

Nokia Systems vê oportunidade em rede atual

Escrito por: Redação
Fonte: Valor Econômico

Diferentemente da Alcatel-Lucent, cujo foco na comunicação sem fio é essencialmente a quarta geração da telefonia celular (4G), a Nokia Systems Networks (NSN) aposta também no crescimento das redes 3G no país.

A avaliação da NSN é que, além das exigências regulatórias de ampliar a rede em municípios ainda não atendidas, a rede 3G tem todo o potencial de crescimento, já que tanto os terminais quanto a infraestrutura já amplamente utilizados no mercado são mais acessíveis se forem reduzidos os investimentos das operadoras.

Em tempos de mudanças e consolidações entre os fabricantes de infraestrutura de telecomunicações, a ex-Nokia Siemens Networks (NSN) chegou ao Futurecom, este ano, rebatizada; continua com a mesma sigla NSN, mas o "S" de "Siemens" foi substituído por "Systems" após a venda da participação na empresa da alemã Siemens à finlandesa Nokia, em julho, por ? 1,7 bilhão.

A união durou seis anos. No último balanço anual, o faturamento mundial da companhia foi de ? 13 bilhões. Na Futurecom, a NSN veio com o novo vice-presidente. Desde 14 de outubro, Almir Narcizo está à frente da empresa na América Latina - isso, após deixar o comando da divisão de telefones celulares da Nokia, que foi vendida para a Microsoft.

A sede latino-americana foi transferida para São Paulo. Era em Dallas, nos Estados Unidos. Vinha sendo ocupada por Eduardo Araújo, que deixou a NSN. Aluizio Byrro, que acompanha a empresa desde a criação, mantém-se como o presidente do conselho administração no Brasil.

"O processo de reestruturação da NSN termina até o fim do ano e 2014 será uma nova fase para a companhia", disse René Svendsen-Tune, principal executivo da NSN para Europa e América Latina. Dinamarquês, ele assumiu o novo posto em janeiro e reporta-se ao escritório central da companhia, cuja sede ainda divide-se entre Munique, na Alemanha, e Helsinque, na Finlândia.

No Brasil, a NSN vem passando por reestruturações. A companhia, que chegou a ter 10 mil empregados, fundamentalmente por força dos contratos de prestação de serviços para as operadoras, hoje conta com 2 mil. Cerca de 4 mil foram absorvidos pelas teles, as quais têm assumido o gerenciamento de parte de suas redes; e outros 4 mil foram contratados por empresas prestadoras de serviços de telecomunicações de menor parte. Hoje, a NSN tem 2 mil colaboradores no país e 50 mil em todo mundo.

Boa parte dos produtos são fabricados no Brasil por meio de parceria para terceirização com a Flextronics. São produzidos sistemas de acesso de rádio para redes 2G, 3G e 4G (essa última, com a tecnologia LTE).