Receba no seu e-mail

Voltar

Clipping

16/01/2014 às 18:00

NSA coletou quase 200 milhões de mensagens de texto por dia em todo o mundo

Escrito por: Redação
Fonte: O Globo Online

Documentos também revelam que agência de espionagem do Reino Unido fez uso da base de dados para espionar britânicos

LONDRES - A Agência de Segurança Nacional (NSA, em sua sigla em inglês) reuniu quase 200 milhões de mensagens de texto por dia em todo o mundo com o objetivo de extrair dados como localização, redes de contato e detalhes do cartão de crédito dos usuários, de acordo com novos documentos revelados nesta quinta-feira pelo jornal britânico "The Guardian" em parceria com o canal Channel 4 News. Os documentos, vazados pelo ex-técnico da CIA, Edward Snowden, também mostram que a agência de espionagem do Reino Unido (GCHQ) fez uso da base de dados da NSA para buscar metadados de troca de informações entre britânicos.

O programa da NSA, de codinome Dishfire, recolhe "praticamente tudo o que puder" , segundo documentos da GCHQ, em vez de simplesmente armazenar as comunicações dos alvos de vigilância. A agência americana fez uso extensivo de seu vasto banco de dados de mensagens de texto para extrair informações sobre planos de viagem, livros ou transações financeiras - inclusive de indivíduos sob nenhuma suspeita de atividade ilegal.

Com o subtítulo "Mensagens de texto SMS: uma mina de ouro para explorar", uma apresentação da agência de 2011 revela que o programa recolheu uma média de 194 milhões de mensagens de texto por dia em abril daquele ano. Na quarta-feira, o "New York Times" revelou que a NSA colocou um software em quase 100 mil computadores ao redor do mundo - o que a possibilita realizar operações de vigilância nesses equipamentos e pode servir de caminho para ataques cibernéticos.

Governo planeja limitar acesso da NSA a dados de cidadãos

Diante da pressão internacional após a revelação do amplo esquema de espionagem americano, Obama planeja aumentar limites de acesso a dados telefônicos, garantias de privacidade para estrangeiros e propor a criação de uma defensoria pública para representar os interesses da privacidade em um tribunal de inteligência secreta. Mas, de acordo com o "New York Times", ele não deve aceitar a sugestão de que os dados fiquem sob controle das empresas de telecomunicações.

Com um espírito de reforma, Obama estaria tentando tranquilizar líderes estrangeiros e defensores das liberdades civis, mas sem abandonar muitos dos programas atuais da NSA.