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Clipping

17/04/2014 às 13:33

O indiano que está por trás da operação local da Virgin Mobile

Escrito por: Redação
Fonte: ABINEE

O indiano que está por trás da operação local da Virgin Mobile

- 17/4/2014
Não são apenas os mais de dois bilhões de internautas no mundo que polarizam a atenção do fundo global ePlanet Capital e sim os 2,5 bilhões de novos usuários que deverão entrar na web ao longo dos próximos cinco anos. Com um portfólio de aportes em 99 companhias, incluindo a Skype e o gigante do comércio eletrônico Alibaba, o fundo de venture capital avalia que a maioria esmagadora dos novos entrantes virá de países emergentes. Coerente com essa visão, o ePlanet vai reforçar sua atuação na América Latina, informa Rupam Shrivastava, diretor da ePlanet responsável pelos investimentos na região, nos Estados Unidos e na Índia.

Focado nos setores de telecomunicações, mídia e tecnologia (TMT), o fundo iniciou seus investimentos pelos Estados Unidos. Depois, estendeu suas operações para Europa, China, Índia, Coreia do Sul e para o Oriente Médio. "A América Latina é o nossa mais recente geografia de investimento", conta Shrivastava. A porta de entrada para o Brasil é a Virgin Mobile Latin America (VMLA), empresa de telefonia móvel na qual Shrivastava exerce a função de membro do conselho. A companhia britânica assinou em janeiro uma parceria com a Vivo para utilizar a rede da operadora no Brasil e no México. "O Brasil é um dos mercados mais importantes para a VMLA", diz o executivo do ePlanet. "Acabamos de solicitar nosso pedido de licença como MVNO (operadora virtual) junto à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)."

A Virgin Mobile já atua nos mercados de Chile e Colômbia e aguarda apenas as autorizações regulatórias para iniciar as atividades no país. Na avaliação de Shrivastava, as principais oportunidades de investimento na América Latina estão nas áreas de internet (banda larga e tecnologias LTE, como o 4G), e-commerce, saúde, consumo (alimentos e bebidas, varejo e artigos de luxo), serviços financeiros, educação e energia (incluindo as chamadas tecnologias limpas). Apesar da variedade de frentes disponíveis na região, o ePlanet vai focar seus esforços somente no setores de telecomunicações, mídia e tecnologia.

Dentro da estratégia do fundo para os próximos anos, um fator aparece em destaque: a mobilidade. Os bilhões de novos internautas dificilmente entrarão na rede mundial de computadores usando um PC. "Esses usuários vão acessar a internet usando dispositivos móveis e também serão impulsionados pelo posterior crescimento explosivo dos smartphones e tablets com sistema operacional Android", sustenta Shrivastava. O plano de investimentos do fundo de venture capital cobre tanto a questão da acessibilidade (como conectar os próximos 2,5 bilhões de usuários móveis da web), como também a escalabilidade (redes móveis capazes de suportar um tráfego de dados que cresce exponencialmente) e a capacidade (produtos e serviços voltados para esses internautas emergentes, que terão muito menos opções em comparação com os habitantes de países desenvolvidos). "Todos esses setores vão gerar atividade significativa para startups nos próximos anos", acredita o executivo.

Para Shrivastava, na corrida para aproveitar essas chances, os empresários locais não estão em desvantagem, mesmo comparados com os seus pares nos Estados Unidos e na Europa. "De fato, os brasileiros estão numa posição melhor para entender as complexidades de um mercado grande como o de vocês e, também, da América Latina em geral", afirma. " O Brasil é o mercado de grande porte para smartphones que cresce mais rápido", conclui ele, que participou do ciclo de palestras Sperience, organizado pela plataforma online brasileira Sabixão.