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Clipping

22/05/2006 às 08:46

O novo clima da Globo

Escrito por: Redação
Fonte: Zero Hora

Michelle Loreto não esperou um convite para alcançar seu grande sonho profissional. Também não esperou que alguém reconhecesse seu trabalho. Decidiu largar tudo em Recife para se arriscar no concorrido mercado paulista. - O momento era aquele: eu estava bem profissionalmente, com uma idade legal e com condições de errar - conta por telefone, desde São Paulo. Determinação e ousadia fazem parte da vida dessa pernambucana. Aos 26 anos, ela assumiu o posto de apresentadora do tempo do Bom Dia Brasil, do Globo Rural e do Bom Dia São Paulo, da TV Globo, no final do ano passado. Os primeiros passos para chegar aos estúdios da emissora começaram aos 20 anos, quando Michelle ainda estava na faculdade. A morena começou como repórter de rádio, estagiou em jornal e tevê e fez assessoria de imprensa. - Fiz um pouco de televisão e disse que nunca mais trabalharia com isso. Um dia, surgiu uma vaga naTV Guararapes (afiliada da Band) e de tanto meus pais e amigos insistirem decidi fazer só para mostrar que não passaria, mas passei - ri a morena. A emissora virou sua segunda casa. O encantamento pela profissão e o objetivo de crescer foram o incentivo para Michelle deixar seu currículo nas empresas do Rio e de São Paulo. Em setembro de 2005, pediu demissão da TV Guararapes e foi passar uns dias na casa de uma tia em São José dos Campos, em São Paulo: - Já havia deixado algumas fitas na TV Vanguarda (afiliada da Globo) e um dia decidi ligar para ver se tinham gostado no meu trabalho. Por sorte, havia uma vaga. Pouco tempo depois, a jornalista foi chamada para cobrir férias de um colega na Globo, em São Paulo. O que seria uma experiência de 15 dias se transformou em dois meses. Nesse período, Michelle foi chamada para fazer pilotos (programas-testes) para a meteorologia. Passou e virou a nova apresentadora do tempo. - Eu sempre quis isso. Não saí com uma mochila nas costas sem saber para onde ir. Planejei tudo, mas não pensei que fosse acontecer tão rápido - comemora. Michelle tem um pé no Rio Grande do Sul. A família de sua mãe é natural de Dom Pedrito, e ela cresceu ouvindo a vó falando 'bá', 'tchê' e 'guria'. - Apesar de ter nascido no Rio de Janeiro, minha mãe foi criada em Dom Pedrito. Ela se considera uma gaúcha. Até hoje, quando me liga, ela pergunta: 'e aí, guria, tudo bem?'. Já a família do pai é de São Paulo. Então imagina a confusão. Mas tenho o acompanhamento de uma fonoaudióloga, senão seria um horror - brinca, referindo-se à mistura de sotaques. A rotina da apresentadora exige sacrifícios. Michelle acorda às 3h e vai para a emissora, onde prepara cinco textos: dois para o Globo Rural e Bom Dia São Paulo e um para oBom Dia Brasil. Quando termina, é hora de tomar café. Depois, participa das reuniões dos telejornais e, se não tiver reportagens na rua, está liberada. - Não posso dormir depois das 22h senão fico indisposta. Mas não reclamo, agradeço a Deus todos os dias - diz. - Perguntam-me sobre vida social. Claro que durante a semana não posso fazer quase nada, mas vim para cá a trabalho - completa. Os projetos da pernambucana são para o futuro próximo. Ela quer entender tudo sobre o clima para passar a mensagem mais clara aos telespectadores. Para isso, contratou um professor particular degeografia física. E, como todos os apresentadores do tempo da Globo, fará um curso no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).