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Clipping

04/08/2016 às 15:37

Oi adapta TI à era digital e elege apps como ferramentas de mudança

Escrito por: Ana Paula Lobo
Fonte: Convergência Digital

A transformação digital impôs uma revisão da arquitetura de Tecnologia da Informação da Oi. Desde janeiro, a empresa dividiu a TI em duas frentes: a digital e a tradicional, que lida com os sistemas legados. As duas se interconectam - especialmente para a troca de dados e big data - mas têm estruturas distintas. "Na tradicional, temos o mainframe. Na digital, é 100% cliente/servidor e usuária da cultura agile", explica o diretor de Estratégia e Transformação do Negócio da Oi, Maurício Vergani. E nessa virada, os aplicativos são o meio escolhidos para a interação com o cliente.
 
A empresa lançou nesta quarta-feira, 03/08, o aplicativo Oi Livre, voltado para a base de 15 milhões de clientes do pré-pago. Inicialmente, o app está disponível apenas no Rio de Janeiro, mas a proposta é ter o serviço em todo o Brasil em no máximo quatro semanas. "No digital, dias fazem a diferença", sustenta Vergani.
 
O Oi Livre possui um avatar com dicas sobre utilização, possibilidade de compra de créditos, adesão a ofertas e o acompanhamento de créditos em tempo real. A operadora decidiu ainda que toda e qualquer transação pelo aplicativo será 'zero rating' - ou seja - não haverá desconto da franquia de dados contratada para incentivar o uso da ferramenta.
 
O aplicativo para o público pré-pago é resultado de uma estratégia iniciada junto às pequenas e médias empresas, com o Oi Mais Empresas, lançado no ano passado, e que já chegou a 150 mil usuários, ou 13% da base de clientes PMEs da operadora. "Saímos do zero. O crescimento é muito bom. A ideia é que os serviços digitais incrementem a nossa receita de comércio eletrônico pulando de 4% para 20% em quatro anos", acrescenta Vergani. 
 
Ser 100% digital também tem tudo para aliviar a parte financeira da Oi. A intenção é que com os aplicativos, os clientes abandonem o papel. "Somente com a entrega de faturas, gastamos R$ 300 milhões/ ano. Com o app, nosso gasto vai cair mais de 80%", acrescenta. Outros lançamentos estão previstos até o final do ano. Um deles tem a promessa de gerar uma economia de R$ 46 milhões até 2020 com a prestação de serviços.
 
Trata-se do Técnico Virtual, um aplicativo que vai digitalizar o suporte técnico. Ideia é lançar o produto para atender a demanda da banda larga. Já o Oi Colaborador de Campo, terá a missão de fazer a gestão dos técnicos em campo. Expectativa de economia é de R$ 30 milhões com profissionais e uma relação mais eficiente com o cliente. "Um roteador corporativo leva, hoje, em torno de duas horas e meia para ser configurado. Com o aplicativo, esse tempo cai para 30 minutos", explica ainda Vergani.
 
Para o diretor de Varejo, Bernardo Winik, a estratégia digital é a prova que a Oi está revendo o seu modelo de negócio para se adequar à demanda do cliente. Os aplicativos, afirma, nada mais são que uma demanda atendida após a realização de uma pesquisa nacional para identificar as necessidades. Nesse momento, o app funciona apenas com o cartão de crédito, mas como o Oi Livre é pré-pago, Winik está ciente que é preciso usar o cartão de débito. "Essa demanda já está na TI e terá que ser atendida", frisou o executivo.
 
Criada no final do ano passado, a diretoria de Estratégia e Transformação do Negócio abriga quatro divisões: Novos Negócios, a cargo de Nuno Cardim; Inovação Digital, dirigida por Ariel Dascal; Digitalização do Core, sob responsabilidade de João Pinheiro; e Plataformas Digitais, nas mãos de Rui Saraiva. A coordenação e direção está com Maurício Vergani. "Aplicativo não é mais uma aposta. Ele é a ferramenta da nossa mudança", completa o executivo.